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Quinze países vão compartilhar dados de pesca para combater pesca ilegal

Quinze países assinam a Declaração de Mombasa para ampliar transparência na atividade pesqueira e fortalecer combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada

A cross-section of canoes after fishing in Marshall, Liberia. Image by Edward Blamo for Mongabay.
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  • Quinze países da África, Ásia, América Latina e Europa assinaram a Declaração de Mombasa em 17 de junho de 2026, durante a 11ª Our Ocean Conference, em Mombasa (Kenya).
  • Entre os signatários africanos estão Camarões, Gâmbia, Gana, Guiné, Libéria, República do Congo e Somália.
  • O objetivo é ampliar a transparência das pescarias e fortalecer o combate à pesca ilegal, não relatada e não regulamentada (IUU).
  • As medidas incluem a adoção do Global Charter for Fisheries Transparency, com publicação de licenças, autorizações, acordos de acesso e alocação de quotas; além de inserir identificadores únicos de embarcações (UVIs), com implementação progressiva para embarcações de pequeno porte.
  • Os signatários pedem que outros estados costeiros também adotem a declaração; a IUU custa milhões de dólares por ano na África Ocidental, prejudicando estoques pesqueiros e a segurança alimentar.

O anúncio ocorreu em 17 de junho de 2026, durante a 11ª reunião da Our Ocean Conference, em Mombasa, no Quênia. Quase 15 países da África, Ásia, América Latina e Europa assinaram a Mombasa Declaration para fortalecer a transparência pesqueira e combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU).

Entre os signatários africanos estão Camarões, Gâmbia, Gana, Guiné, Libéria, Congo e Somália. Países de outros continentes também aderiram, formando um bloco que busca maior cooperação na divulgação de dados de pesca.

A assinatura envolve compromissos para alinhar regulações e compartilhar informações sobre embarcações operando em águas territoriais, com o objetivo de tornar o combate à IUU mais eficaz. A iniciativa sinaliza um movimento conjunto contra práticas sofisticadas de evasão regulatória.

Segundo Cephas Asare, gerente regional para África Ocidental da Environmental Justice Foundation, a cooperação é essencial para enfrentar o custo econômico da IUU, que afeta estados costeiros da região e a segurança alimentar de milhões de pessoas. A ideia é rastrear barcos e tornar os mecanismos de controle mais transparentes.

Entre as medidas previstas, as nações signatárias devem adotar a Global Charter for Fisheries Transparency, com divulgação de licenças de pesca, autorizações, acordos de acesso e quotas. Também incentiva a adoção de identificadores únicos de embarcações (UVI), inclusive para barcos de pequena escala.

Durante a coletiva em Mombasa, representantes de outros países costeiros foram convidados a aplicar a declaração, ampliando o alcance da iniciativa e consolidando a cooperação regional e global na gestão pesqueira.

A organização aponta que a IUU gera prejuízos econômicos significativos para a África Ocidental, compromete estoques de peixes e fragiliza a segurança alimentar de milhões de pessoas na região. O movimento busca reduzir esse impacto por meio de maior rastreabilidade.

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