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Vila na África do Sul aprende a conviver com babuínos, mas pode não ser regra

Em Rooiels, África do Sul, moradores convivem com babuínos usando lixo bem fechado e cercas, mas acidentes na rodovia desafiam a coexistência

Baboons at the village of Rooi Els, on the outskirts of Cape Town. Image by Barry Christianson for Mongabay.
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  • Babuínos-papio-ursinus entraram na vila Rooiels, a cerca de oitenta quilômetros de Cape Town, em busca de alimento, sendo a área costeira próxima de morros onde vivem.
  • Moradores adotaram medidas de convivência: portas e janelas com proteções, lixo com travas e, em geral, evitar atrair os animais; há orientação de comportamento para encontros com os macacos.
  • A cooperação para coexistência é variável: parte da comunidade apoia a vigilância e outras medidas, enquanto há resistência à monitoração centralizada da tropa.
  • Embora os esforços reduzam invasões, conflitos ainda ocorrem, como relatos de trabalhadores que atiraram pedras para afugentar macacos que entraram em veículos.
  • A maioria das mortes de babuínos ocorre fora da vila, principalmente na rodovia R44, onde motoristas aceleram para atender pontos turísticos, alimentando debates sobre a relação entre trânsito, lixo e convivência com os animais.

Rooiels, África do Sul, convive há décadas com babuínos que entram na vila pela manhã para forragear, diante de uma área residencial restrita pela topografia. A convivência é objeto de estudo e de estratégias locais para reduzir conflitos, sem expulsão de animais.

A comunidade local adota medidas de proteção, como vidros e fechaduras reforçadas, coletores de lixo com travas, e ausência de alimentação externa. Técnicos e moradores dialogam sobre limites, riscos e educação para manter o equilíbrio entre humanos e primatas.

Babuínos migram entre moradias, comúns na região de False Bay, na reserva Biosfera de Kogelberg, onde o relevo favorece a presença da espécie. A alimentação vem de flores, sementes, gramíneas e fontes naturais, além de água no Rooi Els.

Coexistência em prática

Joselyn Mormile, cientista da cidade do Cabo, lidera o programa municipal de babuínos e já pesquisou a interface humano-babão em Rooiels. Ela destaca que o deslocamento é natural, mas a ocupação humana em áreas de baixas elevações favorece o encontro com os animais.

Em Rooiels, a gestão não recorre a paintball ou sirenes estridentes como em outras comunidades vizinhas. Os moradores costumam reagir com calma quando os babuínos entram em áreas urbanas, mantendo uma rota de saída para os animais.

A população local adota orientações de conduta, como manter a calma, levantar os braços e afastar-se sem agredir. A documentação da equipe de coexistência detalha procedimentos para evitar pânico e reduzir traumas, além de orientar sobre descarte de comida.

Desafios e transformação

Alguns residentes destacam que a venda de terrenos não rurais reduz áreas de fynbos, diminuindo áreas de forragem para os babuínos. Pesquisas indicam que há resistência inicial de novos moradores, mas a adesão à estratégia de proteção tende a aumentar ao longo do tempo.

O estudo de Mormile ressalta que as ações individuais, como proteger casa e lixo, somam ao esforço coletivo. Ela aponta que a topografia local torna inviável um modelo baseado apenas em cercas extensas ou patrulhas constantes, exigindo uma abordagem equilibrada.

Em Rooiels, veículos de passeio cruzam a R44 sob cuidados comuns: motoristas reduzem velocidade, especialmente em horários de entrada dos babuínos, para evitar atropelamentos. Mortes de animais ocorrem principalmente fora da vila, em áreas de acesso a pontos turísticos.

Dinâmica atual

À tarde, o grupo percorre ruas e calçadas, com filhotes brincando em telhados e um surto de curiosidade humana. Restaurantes e lojas adotam cercas e portões para evitar entradas dos babuínos, mantendo aberturas limitadas para circulação de ar e luz.

Rooiels mantém um documento vivo de convivência que orienta ações de moradores, visitantes e trabalhadores. Oficiais de informação explicam aos turistas como agir, como manter portas fechadas e confirmar que não há comida exposta.

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