- Em Bombaça, em Mombasa, África incentiva pedir o fim da pesca industrial de krill no Oceano Antártico para proteger ecossistemas e comunidades costeiras.
- O texto alerta que o krill é fundamental para a cadeia alimentar e para o sequestro de carbono, mantendo o equilíbrio de oceanos globais.
- A pesca industrial de krill tem se intensificado e atinge áreas de alimentação crítica de baleias, pinguins e focas, com maior impacto nos responsáveis por essas espécies.
- Em abril, a União Internacional para Conservação da Natureza classificou pinguim-imperador e foca-do-ártico como espécies ameaçadas, citando mudanças climáticas e queda na disponibilidade de krill.
- A decisão sobre conservação depende da Convenção para Conservação de Recursos Vivos Marinhos do Atlântico Sul (CCAMLR), que não tem conseguido avançar com áreas marinhas protegidas diante do interesse comercial.
O objetivo da notícia é informar sobre o tema da proteção do krill antártico e os impactos para comunidades costeiras africanas, em meio à Conferência Our Ocean, em Mombasa, Quênia. Em África, há pressão para interromper a pesca industrial no Oceano Austral antes de danos irreversíveis aos ecossistemas e às economias costeiras.
A espécie-chave é o krill antártico, Euphausia superba, base de alimento para baleias, pinguins, focas e seabirds. A pesca industrial tem crescido, com grande parte controlada por frotas ligadas a países europeus e asiáticos. Há preocupação com a atividade nos locais de alimentação mais sensíveis da região.
Em abril, a IUCN classificou o pinguim-imperador e a foca-antarctica como espécies ameaçadas, citando mudanças climáticas e condições ecológicas em colapso, incluída a situação do krill. A exploração contínua é vista como risco ecológico, alimentando críticas a práticas de manejo.
Desafios do CCAMLR
A Convenção para Conservação de Recursos Marinhos da Antártida (CCAMLR) foi criada para proteger a região. Nos últimos anos, os Estados-membros não avançaram na criação de áreas marinhas protegidas, enquanto a pesca de krill cresce em áreas sensíveis. Observa-se prioridade a interesses de extração sobre a conservação.
A narrativa aponta que o futuro da Antártida não pode depender apenas de países que lucram com a extração. Em África, estados possuem voz relevante no debate, já que decisões no Atlântico Sul afetam o oceano global, incluindo correntes, biodiversidade e segurança alimentar costeira.
Carmen dos Santos, ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos de Angola, afirmou que África precisa agir para proteger o continente e o ecossistema antártico. O documento de apoio sustenta que a proteção do entorno antártico é uma forma de preservação coletiva.
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