Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como as plantas carnívoras se fecham tão rápido, explica a ciência

Fechamento das armadilhas ocorre em duas etapas: flexão ativa e amolecimento da parede externa, atingindo a modulação mais rápida já registrada em plantas

Uma mosca verde pousada na folha aberta de uma planta carnívora, com espinhos verdes afiados ao redor da borda
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado em 11 de junho na revista Science revela que o fechamento das armadilhas das plantas carnívoras ocorre em duas etapas: flexão ativa seguida pelo fechamento rápido.
  • Na segunda etapa, as plantas amolecem as paredes celulares da superfície externa, tornando-as mais elásticas e permitindo a união rápida das duas metades da armadilha.
  • Em experimentos, cortar as armadilhas em tiras não impede o fechamento, apenas o retarda, indicando que o movimento não é contínuo, mas composto por fases separadas.
  • Medidas com uma sonda mostraram que a parede externa perdeu cerca de 40% da rigidez em apenas um segundo, enquanto a parede interna permaneceu praticamente inalterada.
  • A hipótese de que o fechamento seja movido principalmente pelo fluxo de água dentro da folha não se confirmou, já que a água se move lentamente e não explicaria a rapidez do fechamento.

O estudo, publicado em 11 de junho na revista Science, explica como a planta carnívora Dionaea muscipula fecha suas armadilhas para capturar presas, por meio da modulação da rigidez da parede celular. A pesquisa aponta um mecanismo extremamente rápido e dinâmico.

Cientistas cortaram as armadilhas em tiras para verificar se o fechamento depende apenas de movimentos estruturais. Mesmo com cortes, a folha ainda se dobrava, porém de forma mais lenta, indicando resistência parcial ao dano.

Os pesquisadores identificaram que o fechamento ocorre em duas etapas: uma flexão ativa inicial, seguida pelo fechamento propriamente dito. Na segunda fase, as paredes externas amolecem rapidamente, aumentando a elasticidade e permitindo o fechamento.

Mecanismo de fechamento em duas etapas

A equipe usou uma sonda para medir a rigidez nas áreas interna e externa da armadilha, antes e depois do fechamento. A parede externa perdeu cerca de 40% da rigidez em apenas um segundo.

Essa amolecida das paredes externas seria acionada quando a presa toca filamentos sensíveis no interior. O resultado é uma resposta física que se move sem depender de músculo, em escala de segundos.

Deslocamento de água não sustenta a hipótese

Os autores testaram a hipótese de que o movimento seria impulsionado pelo fluxo de fluidos. O mapeamento mostrou que a água se desloca lentamente pela folha, levando de 30 a 150 segundos para percorrer seu comprimento, insuficiente para explicar o fechamento rápido.

Conclui-se, portanto, que a modulação da parede celular é o principal motor do fechamento das armadilhas. A descoberta reforça a ideia de que plantas carnívoras evoluíram para usar estratégias físicas já existentes de forma adaptativa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais