- A ONU alerta que uma nova fase do El Niño pode começar em semanas, com previsão de fortes impactos climáticos ao redor do mundo.
- O veleiro William Scoresby, nas viagens da década de 1930, passou 19 meses longe da Grã-Bretanha para estudar correntes oceânicas, incluindo Humboldt e El Niño.
- As amostras coletadas e os testes realizados a bordo ajudaram a fortalecer a base da oceanografia e da biologia marinha modernas.
- Na Segunda Guerra Mundial, o Scoresby foi utilizado na Operação Tabarin, uma ação no Atlântico Sul para impedir reivindicações argentinas sobre ilhas nas Falkland Dependencies.
- A embarcação foi desativada na década de cinquenta e, embora tenha sido desguarnecida, deixou um legado significativo para entender o movimento das correntes e seus impactos no clima.
Oeltado: A ONU alerta para uma possível nova fase do El Nino, que pode se intensificar e provocar padrões climáticos extremos ao redor do mundo. A aposta é de que a fase inicial ocorra nas próximas semanas, com impacto variável conforme a região.
Pesquisas históricas ajudam a entender o fenômeno. O navio William Scoresby realizou várias viagens para estudar o movimento dos oceanos entre as décadas de 1930 e 1940, coletando amostras e realizando testes que contribuíram para os fundamentos da biologia marinha e da oceanografia.
Durante uma expedição de 19 meses fora da Grã-Bretanha, a tripulação examinou correntes como Humboldt e El Nino, obtendo dados sobre como esses fluxos aquáticos influenciam o Pacífico e o clima global, segundo especialistas envolvidos na pesquisa.
Legado científico
O estudo das correntes permitiu mapear os trajetos oceânicos e entender impactos nos sistemas climáticos. As informações consolidaram fronteiras da oceanografia, ajudando a esclarecer a relação entre correntes, tempo e padrões meteorológicos.
Serviço durante a Segunda Guerra
Durante a Segunda Guerra, o Scoresby foi mobilizado para a Operação Tabarin, uma operação no Atlântico Sul com objetivos estratégicos relacionados a reivindicações de soberania na região das Ilhas Falkland. A ação é descrita por pesquisadores como uma operação de alto sigilo.
O navio ficou desativado na década de 1950 e, posteriormente, foi desmontado. Ainda assim, os especialistas destacam o papel da embarcação na construção de conhecimento sobre oceanografia e biologia marinha, com impactos duradouros na compreensão de correntes e clima.
Entre na conversa da comunidade