- Tony Parkes deixou a carreira de banco de investimentos para, junto com a esposa Rowena, plantar dezenas de milhares de árvores no norte de New South Wales, ajudando a restaurar a Big Scrub.
- O casal passou de um projeto privado a uma causa pública, fortalecendo a restauração de mata tropical úmida na região.
- Ele cofundou o Big Scrub Landcare Group, hoje Big Scrub Rainforest Conservancy, e foi presidente por muitos anos, reunindo proprietários, cientistas, regeneradores de mata, doadores e voluntários.
- A organização ajudou a proteger remanescentes, plantou milhões de árvores e tornou a recuperação da Big Scrub parte da vida cívica local, além de promover ciência e financiamento estável.
- Mesmo na casa dos 90 anos, Parkes buscou avanços em genética, obtenção de sementes e fungos micorrízicos para tornar as matas restauradas mais resistentes.
Tony Parkes, ex-banqueiro, dedicou três décadas à restauração do Big Scrub, a antiga mata subtropicala do norte de New South Wales. Mudou-se para a região dos Northern Rivers com a esposa Rowena e transformou um projeto privado de reflorestamento em uma causa pública, liderando uma rede de landholders, cientistas, regeneradores e voluntários.
Como cofundador e presidente de longa data da Big Scrub Rainforest Conservancy, Parkes estruturou um modelo disciplinado de recuperação, unindo pessoas e recursos. Seu trabalho ajudou a proteger remanescentes, plantou milhões de árvores e fortaleceu a ciência de restauração, integrando o retorno da floresta à vida cívica da região.
Na origem da história, a antiga Big Scrub cobria cerca de 75 mil hectares de terra basaltica no litoral norte, mas hoje menos de 1% permanece, disperso por fazendas, margens de estradas e reservas. A recuperação exigiu proteção legal, financiamento, terra de proprietários e décadas de trabalho contínuo.
Estrutura e método
Parkes trouxe para a conservação hábitos de gestão empresarial, sem tornar o trabalho meramente administrativo. Sob sua liderança, a organização cuidou de dezenas de remanescentes, apoiou o plantio de milhões de árvores e tornou a restauração parte da identidade regional. Também criou parcerias com organizações como Rainforest Rescue e EnviTE, assegurando financiamento permanente para o trabalho no Big Scrub.
Sua atuação incluiu ações práticas: manuais técnicos, dias de campo, dias anuais de Floresta Tropical e a mobilização de voluntários e doadores. Em seu terreno particular, milhares de árvores foram plantadas, o dossel se fechou e aves retornaram, comprovando a eficácia do esforço de restauração.
Legado técnico e reconhecimento
Até os seus 90 anos, Parkes continuou a avançar questões como genética, obtenção de sementes e fungos micorrízicos, buscando tornar as florestas restauradas resilientes a inbreeding, doenças e mudanças climáticas. Seu trabalho combinou evidência científica com ação prática, mantendo foco na continuidade da recuperação ao longo do tempo.
Ao longo da carreira, Parkes recebeu reconhecimentos como prêmios de Landcare, o Banksia Award e a Order of Australia. Mais importante do que as condecorações foram as mudanças tangíveis: paisagens degradadas que passaram a ter defensores, planos, recursos e resultados mensuráveis.
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