- Walhi, o maior grupo ambiental da Indonésia, entrou como interveniente no processo movido pelo governo contra a PT Toba Pulp Lestari (TPL) na Justiça de Medan, em vinte de maio de dois mil e vinte e seis.
- O Ministério do Meio Ambiente busca 3,89 trilhões de rupias em reparação de danos e medidas de restauração ambiental envolvendo a área de concessão da TPL.
- Walhi sustenta que o caso não cobre impactos ecológicos críticos, como habitats de orangotangos e de tigres, que também deveriam ser restaurados pelo tribunal.
- O governo aponta 1.261,5 hectares de área aberta na antiga concessão da TPL em North Sumatra e pede restauração de componentes abiôticos (solo, água) e biôticos (vegetação, fauna, microrganismos).
- A organização também destaca danos em outras bacias, estimando custos adicionais para restaurar habitats de orangotangos de Tapanuli e de corredores de tigres de Sumatra, além de propor que recursos não vão ao tesouro, mas para ações no terreno.
Walhi, maior grupo ambiental do país, entrou com intervenção na ação movida pelo governo contra a PT Toba Pulp Lestari (TPL). A ação busca reparação de 3,89 trilhões de rupias por danos ambientais na região de North Sumatra. A intervenção foi protocolada em 20 de maio de 2026, no Tribunal Distrital de Medan.
O Ministério do Meio Ambiente processa a TPL pela suposta degradação de mananciais e áreas de recuperação ecológica. A empresa teve a licença de uso da floresta revogada pela ministra de Meio Ambiente em janeiro de 2026, após investigações sobre impactos da atividade da concessionária.
Walhi não contesta o valor da indenização, mas sustenta que o processo não inclui impactos críticos, como habitats de orangotangos e de tigres, que deveriam entrar na restauração judicial. A ONG aponta ainda danos em bolsões hidrográficos não cobertos pela ação.
Ecossistema afetado
Segundo Walhi, a área de 1.261,5 hectares apontada pelo governo fica na bacia do Batang Toru, mas há 1.607 hectares expostos na bacia Sibundong, que teriam sido degradados e deixados desprotegidos por meses antes do desastre de 2025.
A Batang Toru abriga uma população significativa do orangotan de Tapanuli, além de onças-diamante e outras espécies. O grupo estima custos para restauração de habitats de orangotãs em 1,396 trilhão de rupias e de corredores de tigres em 1,085 trilhão.
Perspectivas de restauração
Walhi defende que o Ministério utilize a intervenção para ampliar as medidas de restauração, especialmente em áreas de corredores e habitats críticos. A entidade também propõe a indisponibilidade de ativos da TPL como garantia.
O objetivo é assegurar que recursos arrecadados com a condenação sejam aplicados diretamente na restauração no terreno. O grupo ressalta que multas ambientais no Brasil, no país, costumam ficar sem cumprimento, tornando indispensável mecanismos de garantia.
Posição da empresa e próximos passos
A TPL, listada na bolsa de valores e controlada pelo grupo Royal Golden Eagle (RGE) na prática, não respondeu até a publicação desta matéria. O processo segue trilhando o caminho judicial, com novas audiências previstas.
Walhi mantém que a intervenção não tenta enfraquecer o caso do governo, mas sim fortalecer a restauração de áreas adicionais, incluindo habitats de orangotangos e corredores de tigres. O órgão também defende que parte dos recursos seja destinada a ações no solo, não ao tesouro.
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