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Corredor adaptado ao clima criado para leopardo-das-neves do Quirguistão

Corredor ecológico Ak Ilbirs, quase 800 mil hectares, conecta áreas protegidas para a migração de leopardos-das-neves diante das mudanças climáticas, com regras de manejo

Banner image of an Asiatic ibex (*Capra sibirica*) in the mountains, a key prey of snow leopards. Camera trap photo courtesy of Ilbirs Foundation/UNEP.
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  • Kyrgyzstan criou o corredor ecológico Ak Ilbirs, com quase 800 mil hectares, para leopardos-das-neves e outras espécies de montanha, pensando no clima do futuro.
  • O corredor ligará áreas protegidas, pastagens e florestas em 14 municípios rurais para manter a circulação de animais conforme as mudanças climáticas.
  • O projeto é liderado pela iniciativa CAMCA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), governo kirguiz, Universidade Humboldt e organizações locais como CAMP Alatoo e a Fundação Ilbirs.
  • O desenho do corredor adota abordagem regulatória, sem retirada de terras nem proibições estritas, ao contrário de áreas estritamente protegidas.
  • Existem regras de manejo, como zonas sem pasteio e proibições sazonais na primavera, além de exigir que pelo menos quarenta por cento da vegetação permaneça como forragem para animais selvagens.

O governo do Quirguistão oficializou a criação de um corredor ecológico de grande extensão para leopardo-delho, outras espécies de montanha e ecossistemas associados. O Ak Ilbirs, com quase 800 mil hectares, foi estruturado para enfrentar as mudanças climáticas no curto e médio prazo. A medida envolve áreas protegidas, pastagens e florestas em 14 municípios rurais.

O corredor conecta áreas já sob proteção e áreas de uso múltiplo, garantindo mobilidade de fauna conforme o clima muda. A iniciativa foi coordenada pelo CAMCA, liderado pelo PNUD/UNEP, em parceria com o governo kyrguiz, a Humboldt University e organizações locais como CAMP Alatoo e a Fundação Ilbirs.

A concepção do corredor envolveu dados locais, previsões climáticas e expertise técnica para criar cenários futuros. Estudos indicam que, sob diferentes cenários de emissões, mais de 60% do habitat adequado para o leopardo-dalho e suas presas pode estar dentro do corredor.

Gestão e regras

O projeto adota abordagem regulatória em vez de restritiva, com base na legislação ambiental existente. Não há retirada de terras nem imposição de proibições rígidas, conforme explicam representantes dos parceiros.

Para reduzir pressões sobre a espécie, o corredor prevê zonas sem pastagem, restrições sazonais de manejo e exigência de manter pelo menos 40% da vegetação como alimento para animais selvagens. Entre as metas, está a proteção de presas como o argali e o ibex.

Benefícios para comunidades e continuidade

Especialistas destacam que o corredor favorece a resiliência do ecossistema montanhoso e a conservação de predadores que regulam as populações de herbívoros. Ao mesmo tempo, há iniciativas de diversificação econômica para comunidades locais, com apoio a apicultura, cultivo de pomares e ecoturismo.

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