- O Tribunal Regional de Molopo, em Mahikeng, África do Sul, condenou dois traficantes de fauna silvestre a oito anos de prisão: Edward Motlatsi Phiri, 46, e Tlhoriso France Ralph, 51.
- A sentença foi proferida em 26 de maio de 2026, após a prisão de quatro suspeitos em 2 de junho de 2023, quando uma pangolim fêmea viva foi interceptada e apreendida.
- Durante o julgamento, as acusações contra dois dos suspeitos foram retiradas, e Phiri e Ralph foram considerados culpados.
- O animal transportado era um pangolim-de-temminck (Temminck’s pangolin), espécie protegida pela legislação sul-africana e por acordos internacionais (CITES).
- O pangolim apreendido foi levado ao Johannesburg Wildlife Veterinary Hospital e recebeu o nome Naledi; a espécie morreu dias depois devido a complicações graves, incluindo desidratação e insuficiência renal.
O Tribunal Regional de Molopo, em Mahikeng, África do Sul, condenou dois traficantes de animais silvestres a oito anos de prisão cada. Edward Motlatsi Phiri, 46, e Tlhoriso France Ralph, 51, foram considerados culpados pela possivel contrabando de uma pangolim de Temminck, espécie vulnerável nativa do sul e leste da África.
A decisão ocorreu após a prisão de quatro suspeitos em 2 de junho de 2023, quando autoridades interceptaram um veículo e apreenderam uma pangolim fêmea viva destinada à venda. Ao longo da audiência, dois acusados tiveram as acusações retiradas, restando Phiri e Ralph como réus condenados.
A mensagem do poder público é de endurecimento contra o crime ambiental, conforme declaração da North West Province environment agency. A organização destacou que crimes contra a fauna causam consequências ambientais graves e reforçou que operações bem-sucedidas fortalecem o combate ilegal à caça e ao tráfico de animais silvestres.
Pangolins são negociados por suas escamas, que alimentam o comércio ilegal com ganhos elevados no mercado negro. Há uma crença equivocada de propriedades medicinais na Ásia, o que levou ao declínio de várias espécies no mundo. Seis das oito espécies estão classificadas como ameaçadas ou criticamente ameaçadas.
Os pangolins possuem proteção legal na África do Sul, com proibição de posse, venda, exibição ou transporte. O comércio internacional é banido pelo acordo CITES. Após a apreensão, a pangolim foi encaminhada ao Johannesburg Wildlife Veterinary Hospital, onde recebeu o nome Naledi; entretanto, chegou em condições gravíssimas, desidratada e com insuficiência renal, já gestante, e faleceu junto com o filhote.
As autoridades destacam que a região enfrenta tráfico devido à proximidade com Botsuana e à vulnerabilidade das fronteiras. A agência ambiental da província chamou comunidades a colaborar com as forças de segurança, reportando atividades suspeitas ligadas ao tráfico de fauna protegida.
Conservacionistas ressaltam que o comércio de escamas de pangolim tem diminuído, mas a caça ilegal persiste. Medidas de dissuasão incluem maior rigor na aplicação das leis, operações baseadas em inteligência e aumento de prisões e condenações.
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