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Combate para evitar a morte de animais em redes de pesca

Grupos ambientais pressionam o governo britânico a reduzir a bycatch, com dezenas de milhares de aves marinhas mortas e mais de mil cetáceos afetados anualmente

This seal named Hot Cross Bun was found malnourished and in pain on a Cornish beach
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  • Grupos ambientais pedem ao governo aumentar ações para reduzir mortes de animais por redes de pesca, com estimativas de dezenas de milhares de aves marinhas, mais de mil porpoises e golfinhos, e dezenas de baleias mortos por ano nas águas do Reino Unido.
  • Relatório de Wildlife and Countryside Link aponta números: mais de dez mil aves marinhas, mais de mil porpoises e golfinhos, cerca de 500 focas, mais de 120 toneladas de tubarões, raias e aves marinhas protegidas, e mais de mil salmões do Atlântico envolvidos pelo bycatch.
  • Governo é acusado de demora na criação de planos de mitigação; regras atuais impedem uso de dispositivos acústicos (pingers) em redes por pescadores perto de costas britânicas.
  • Alessandra Bielli lidera ensaio desde 2019 com pingers, aparelhos que emitem sons para porpoises e golfinhos para mantê-los longe das redes; ainda há dúvidas sobre eficácia a longo prazo.
  • Caso específico de resgate na Cornualha: o seal Hot Cross Bun foi recuperado e deverá ser liberado, reforçando a demanda por monitoramento e medidas de mitigação para reduzir incidentes de emaranhamento.

Dois grupos ambientais renovaram o apelo ao governo britânico para ampliar políticas contra a mortalidade de animais marinhos presa em redes de pesca. O relatório estima que dezenas de milhares de aves marinhas protegidas, mais de 1.000 marsas, golfinhos e baleias morrem por captura acidental a cada ano nas águas do Reino Unido.

O estudo, publicado pela Wildlife and Countryside Link, aponta números preocupantes: mais de 10 mil aves marinhas, mais de 1.000 marsas e golfinhos, cerca de 500 focas, mais de 120 toneladas de tubarões, raias e skates protegidos, além de mais de 1.000 salmões do Atlântico. Os autores defendem planos de mitigação e monitoramento remoto obrigatório para barcos em águas inglesas.

Grace Jones, do Cornish Seal Sanctuary, relata que o animal resgatado na Baía de Nanjizal recebeu o nome Hot Cross Bun e está em reabilitação, com alta probabilidade de liberação. Ela revela que até 10% dos animais recebidos já chegam com ferimentos por emaranhamento de redes.

Ruth Williams, coautora do relatório, afirma que o governo pode fazer mais e que o setor pesqueiro não é o principal culpado. Segundo a pesquisadora, a rede de monitoramento e o apoio político e financeiro são essenciais. A pesquisadora também sugere o uso de redes de cor para dissuadir aves e aparelhos de deterrência acústica, conhecidos como pingers.

Alessandra Bielli, do Centre for Environment, Fisheries and Aquaculture Science, lidera desde 2019 testes com pingers para afastar golfinhos e marsas. Os dispositivos emitem sons perceptíveis apenas para esses mamíferos, reduzindo a aproximação às redes próximas à costa. Estudos anteriores focaram mais em marsas, com dúvidas sobre eficácia para golfinhos comuns.

Fisherman Will Shugg, de Mevagissey, participa do experimento e registra, com câmeras, as capturas. Ele destaca o desejo de pescar sem capturas indesejadas e aponta que a política governamental dificulta a adoção ampla dos pingers, que o programa busca tornar legal para todos os pescadores.

As informações indicam que soluções alternativas, como redes mais pesadas, já reduziram mortes de aves, e cordas com peso em grandes áreas têm diminuído o enredamento de baleias em Scotland. O Defra afirma compromisso com a saúde dos oceanos, citando o programa Clean Catch e um novo Seabird Bycatch Action Plan para reduzir mortes de aves em águas inglesas.

Medidas e próximos passos

O relatório recomenda a implementação urgente de planos de ação contra bycatch e o monitoramento remoto em embarcações acima de 12 metros. A agência reguladora Marine Management Organisation já exige dispositivos acústicos para embarcações acima desse porte, enquanto outras precisam de licenças de vida marinha, que não estão sendo emitidas no momento.

Fontes envolvidas destacam a importância de dados consistentes para avaliar a eficácia dos mitigadores ao longo do tempo. O governo diz estar comprometido com a recuperação dos oceanos e com medidas para reduzir o bycatch, além de manter programas de monitoramento eletrônico para coletar dados.

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