- Comércio de peixe no Elephant Marsh envolve mercados locais e exportação para o Kasumbalesa, na fronteira com a Zâmbia e a República Democrática do Congo; exemplo citado é Flora Kumilai, vendendo peixe defumado e planejando levar quase 1,0 tonelada por vez a partir de outubro de 2024.
- O pantanal eleva-se em cerca de sessenta e dois mil hectares, abriga espécies únicas como tilápia moçambicana e n acompanhamento de catfish africano, e produz cerca de 2.100 toneladas por ano com aproximadamente 4.500 peixadores.
- As mulheres desempenham papel central no processamento, venda e suprimento dos mercados, enquanto os homens costumam ficar com a pesca em si.
- A pesca e o manejo do ecossistema enfrentam pressão de desmatamento e sedimentação, motivando estudos de uso do solo que indicam shrinkage de áreas alagadas devido a expansão agrícola, extração de madeira e carvão.
- O governo criou seis áreas de conservação comunitária para envolver moradores na proteção do pantanal, com avanços e desafios no cumprimento de regras como proibição de redes mosquitos e cultivo próximo aos cursos d’água.
Elephant Marsh, em Malawi, abriga uma das maiores áreas alagadas do país, com mais de 62 mil hectares de planície de inundação. A pesca é a principal atividade econômica local, sustentando milhares de pessoas que trabalham desde a captura até a comercialização nos mercados da região.
Traders de diversas cidades visitam os mercados ao redor do Marsh para comprar peixe defumado, principalmente bagre africano e tilápia moçambicana. O peixe é defumado em kilns simples e desloca-se para mercados em Malawi, Zâmbia e Congo, com transações em dólares no lado congolês.
O Marsh foi declarado site Ramsar em 2017, reconhecendo sua importância para a biodiversidade e para as comunidades que dele dependem. A pesca local movimenta cerca de 2100 toneladas por ano, com aproximadamente 4500 pescadores registrados, segundo a respeitada escola de gestão de recursos do país.
O que acontece
A operação de defumação e venda de peixe ocorre em mercados como Sorjin, onde mulheres lideram boa parte do processamento e transporte, enquanto os homens atuam na pesca. O processamento inclui secagem, defumação e posterior venda nos mercados locais.
A ausência de refrigeração faz com que grande parte do peixe seja conservado por defumação ou secagem, prática que também impacta as florestas ao redor pela demanda por lenha e carvão para os fornos. Pesquisadores indicam que mudanças no uso do solo vêm reduzindo os nossos tratamentos de água e aumentando a erosão.
Quem está envolvido
Comunidades locais formam a base da gestão da área por meio de seis áreas de conservação comunitária (CCA), organizadas pela DNPW. A participação envolve pescadores, líderes tradicionais, comerciantes e representantes comunitários, que promovem campanhas de conscientização, criam normas de uso e monitoram o cumprimento. Mulheres desempenham papel central no elo entre pescadores, mercados e processamento.
Mavuto Labu, vice-presidente da Elephant Marsh Association, ressalta que a pesca é a base econômica local, com atividades associadas em várias etapas, desde o beneficiamento até o comércio. A presença feminina em cargos de gestão e na cadeia de valor é destacada como fator crucial para a continuidade dos meios de subsistência.
Quando, onde e por quê
O comércio de peixe chega aos mercados do Marsh diariamente, com fluxo variando conforme as sazonalidades. A comercialização transfronteiriça, especialmente para o Congo Democrático, ocorre principalmente em Kasumbalesa, a cerca de 1500 km de Sorjin. Os compradores conterrâneos costumam pagar em dólares, o que facilita conversões para a moeda local.
Especialistas apontam que a preservação das espécies e a conservação do ecossistema dependem de métodos de conservação mais eficientes e de alternativas à queima de madeira. Pesquisas indicam que o aumento da população rural e da expansão agrícola próximo ao marsh facilita a erosão do solo e o avanço de áreas desmatadas.
Proteção do ecossistema
A gestão pública tem avançado com a implantação de CCAs para coordenar ações de proteção, educação ambiental e fiscalização. Autoridades destacam que é preciso equilíbrio entre sobrevivência econômica local e conservação da área, com medidas como a restrição de redes mosquiteiras para pesca e o manejo das áreas de cultivo, sempre em consonância com a realidade dos moradores.
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