- O maior bloom de algas nocivas da história da Austrália chegou a Port Hughes, alterando as águas da Great Southern Reef em março.
- O impacto ocorreu após aparecer pela primeira vez há mais de um ano em outra parte de South Australia, causando irritação ocular, na pele e respiratória, além de mortes de animais marinhos.
- Em Port Hughes, a vida subaquática ficou visivelmente ausente sob o jetty, com a ausência de cor e sons característicos, restando poucas espécies vivas.
- Governos estadual e federal, juntos, anunciaram mais de A$ 115 milhões em ajuda econômica e monitoramento científico, enquanto a extensão exata do bloom segue sendo avaliadas.
- Especialistas alertam que a recuperação é incerta, destacando a necessidade de pesquisas, restauração de recifes e ações coordenadas para reduzir impactos futuros.
Port Hughes, Austrália — Em março passado, o maior bloom de algas nocivas (HAB) já registrado no país atingiu as águas da comunidade litorânea, afetando a biodiversidade marinha da região. O fenômeno começou há mais de um ano em outra área costeira de SA, e se espalhou até Port Hughes.
O HAB envolve microalgas que formam a proliferação prejudicial, alimentando-se de nutrientes e alterando o ecossistema. Além de impactos visíveis na água, a vida sob a superfície da enseada ficou severamente afetada, com recifes e espécies locais perdendo colorido e atividade.
Ainda sem estimativa oficial do alcance pelo governo, dados de satélite da Agência Espacial Europeia apontam milhares de quilômetros quadrados atingidos, com evidências mais recentes sugerindo área maior que 20 mil km². Em outubro, cientistas estimaram danos significativos em parte da costa sul-australiana.
Impactos econômicos e sociais
A região enfrenta perdas em turismo, pesca e aquicultura, estimadas em cerca de 250 milhões de dólares australianos. A pesca comercial, crucial para o estado, sofreu restrições temporárias até 2027 para permitir recuperação de estoques.
Resposta institucional e monitoramento
Governos estadual e federal mobilizaram recursos para monitoramento e recuperação, com mais de 115 milhões de dólares destinados a apoio econômico e pesquisa. Um relatório de Senado indicou limitações dos atuais programas de observação oceânica para detectar HABs com antecedência.
Resiliência e perspectivas
Esforços de restauração de arrecifes de ostra e habitats de berçário seguem como estratégia de longo prazo. Pesquisadores destacam a importância de investimentos unificados entre esferas de governo para entender causas e impactos de futuros episódios, que podem ocorrer sem aviso prévio.
Port Hughes em foco
A jety do vilarejo, outrora um ponto estável para observar a vida marinha temperada, ficou menos vibrante após o HAB. Biólogos descrevem queda de atividade biológica, com poucas espécies visíveis além de sinais de recuperação lenta. A comunidade acompanha as obras de recuperação e as medidas de suporte aos setores afetados.
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