- Santos planeja iniciar a perfuração de 12 sondagens de avaliação no projeto Beetaloo, no Território do Norte, com início no segundo semestre deste ano.
- A decisão de aprovar até doze poços foi publicada no fim do mês passado, após o governo local conceder autorização para as perfurações em Tanumbirini Station, uma área de 5.000 km².
- Grupos ambientais pedem ao ministro federal do Meio Ambiente, Murray Watt, que utilize seus poderes e solicite uma avaliação completa do projeto sob leis nacionais de natureza, por possíveis impactos em água e espécies ameaçadas.
- Organizações como o ECNT e a Australian Conservation Foundation afirmam que o projeto pode abrir caminho para fraturamento hidráulico em larga escala e elevadas emissões de gases de efeito estufa, citando estudos sobre impactos ambientais e climáticos.
- Um relatório encomendado por organizações ambientais sugere que o gás da região pode custar até duas vezes e meia mais do que o gás de campos já existentes em Queensland, com viés para mercado de exportação para tornar o projeto economicamente viável.
Santos pode iniciar novas perfurações de gás no campo Beetaloo, no Território do Norte, ainda nas próximas semanas, após o governo de Finocchiaro aprovar até 12 furos. A decisão foi publicada no fim do mês passado e envolve a área de Tanumbirini.
As perfurações visam sondagens de avaliação para confirmar o potencial de gás. A empresa planeja iniciar as atividades já na segunda metade do ano, com o mês exato a ser definido. A área cobre cerca de 5.000 km².
O projeto ocorre na gestão da prefeita Lia Finocchiaro, que destacou avanços em Beetaloo, com operações da Beetaloo Energy entre os projetos próximos da produção. A iniciativa é vista como relevante para o abastecimento regional.
Ambiental e impactos potenciais
Grupos ambientais alertam para riscos a recursos hídricos e espécies ameaçadas, como o lagarto-de-língua-azul do norte e o Gouldian finch. Pedem avaliação sob leis federais de natureza e proteção de ecossistemas.
A ECNT e a Australian Conservation Foundation pedem ao ministro federal do Meio Ambiente, Murray Watt, que adote o instrumento de revisão para o empreendimento. O objetivo é avaliar impactos de químicos de fracking e de água.
Estudos independentes sugerem custo potencial maior para o gás do Beetaloo, com análises indicando viabilidade maior para exportação do que para atendimento doméstico. Autor de relatório aponta cenário econômico sensível à demanda externa.
Nenhuma posição foi definida pela Santos sobre uma avaliação federal adicional. Procurada, a empresa não confirmou detalhes além da previsão de início das perfurações na metade do ano.
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