- Em fevereiro, o apex tribal da comunidade Sangtam, a United Sangtam Likhum Pumji (USLP), aprovou uma resolução que proíbe a caça de pangolins em 42 aldeias do distrito de Kiphire, Nagalândia. A fiscalização fica a cargo das assembleias locais e tribunais tradicionais.
- Pangolins são protegidos por leis nacionais que proíbem a caça, mas aplicar a lei é desafiador em estados onde a gestão de terras é predominantemente de leis consuetudinárias.
- Historicamente, caças de pangolins em Nagalândia estavam associadas a crenças culturais; hoje a caça ocorre principalmente para atender à demanda local por carne e escamas para ornamentos.
- Escamas de pangolim também são alvo de uso em medicinas tradicionais na China e no Vietnã, por ausência de comprovação científica de efeito terapêutico.
- A região da fronteira com Mianmar facilita o comércio ilegal de animais silvestres; segundo autoridades, é necessária participação comunitária e mudança de comportamento, além da atuação policial, para reduzir o tráfico.
O USLP, órgão tribal máximo da comunidade Sangtam Naga, aprovou, em fevereiro, uma resolução que proíbe a caça de pangolins em 42 vilarejos no distrito de Kiphire, Nagalândia. A fiscalização fica a cargo das assembleias locais; tribunais tradicionais vão julgar infrações.
Pangolins são protegidos por leis nacionais que proíbem a caça. Contudo, a aplicação é dificultada pela predominância de leis consuetudinárias locais e pela rede social entre autoridades e comunidades, que dificulta ações de fiscalização.
Historicamente, a caça de pangolins em parte de Nagaland tinha fundamentos culturais. Hoje, a caça ocorre principalmente para abastecer demanda local por carne e escamas usadas em ornamentos, segundo especialistas consultados.
A região de Kiphire fica na fronteira porosa com Mianmar, o que a torna rota de trânsito para o tráfico de fauna. Uma autoridade do Wildlife Crime Control Bureau indicou que a geografia e laços sociais longitudinais complicam a repressão.
Para promover mudanças comportamentais, a Conservação destaca o papel ecológico dos pangolins, que controlam infestações de termitas. A redução da população de pangolins pode elevar o uso de pesticidas, afetando gerações futuras.
Segundo integrantes da comunidade, os pangolins ajudam na proteção de lavouras ao comer insetos que danificam culturas, o que reforça o argumento pela proteção. A iniciativa em Nagaland se baseia em ações já vistas no estado vizinho Manipur.
A resolução do USLP é vista como complemento às ações do Wildlife Trust of India, que trabalha com comunidades para reduzir o comércio ilegal e aumentar a conscientização sobre impactos ecológicos.
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