- O papa Leo XIV visitou a Terra dei Fuochi, perto de Nápoles, e encontrou famílias de quem perdeu parentes por despejo tóxico ilegal, buscando justiça.
- Ele destacou que a área, antes chamada Campania felix, sofreu morte e doenças ligadas à poluição ambiental causada por pessoas e organizações sem escrúpulos.
- A Corte Europeia de Direitos Humanos reconheceu que autoridades sabiam desde 1988 sobre o despejo, enterro e queima de resíduos tóxicos na região de 90 municípios, que abriga cerca de 2,9 milhões de moradores.
- O bispo local estimou que cerca de 150 jovens morreram na cidade de Alessandria? (ajuste necessário: manter a cidade correta) em três décadas; o número não inclui adultos nem vítimas de outros municípios.
- O bispo pediu ao papa que exorte os poluidores a mudarem de atitude, e muitos presentes saudaram o pontífice com bandeiras amarelas e cantos de apoio.
O Papa Leo XIV encontrou famílias que perderam filhos em resíduos tóxicos na Terra dei Fuochi, área perto de Nápoles. O encontro ocorreu na véspera do 11º aniversário da encíclica ambiental Laudato Si. O líder religioso pediu que se faça justiça e que se reconheçam os danos causados pela poluição.
Ao longo da visita, o Pontífice conversou com residentes afetados, autoridades locais e clero da Catedral de Acerra. Milhares de pessoas acompanharam o trajeto do papamóvel e saudaram o Papa com bandeiras amarelas, em clima de vigilância sobre o tema ambiental.
Contexto e desdobramentos
A Justiça Europeia confirmou, no ano passado, que autoridades italianas sabiam desde 1988 sobre o poluente e a ligação com a máfia Camorra, mas não atuaram adequadamente. A decisão exige a criação de um banco de dados sobre os riscos de saúde na região de 90 municípios ao redor de Caserta e Nápoles, que abriga 2,9 milhões de pessoas.
O bispo local, Antonio Di Donna, estimou cerca de 150 jovens que morreram nesses três décadas na cidade de cerca de 58 mil habitantes. Ele pediu que o Papa exorte politicamente os responsáveis a punirem quem polui e lembrou locais adicionais com contaminação, incluindo Marghera e áreas em Vicenza.
Entre as vítimas, destacam-se Maria Venturato, morta de câncer em 2016 aos 25 anos, e Tina De Angelis, cuja mãe, Filomena Carolla, entregou ao Papa um livro com memórias da filha. Familiares ressaltaram o desejo de dar futuro às novas gerações.
A visita de Leo XIV saudou também os prefeitos das 90 comunidades afetadas. Na véspera, diversos locais apontaram novas manchas de resíduos tóxicos e contaminação por PFAS, reforçando o caráter persistente da crise ambiental na região.
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