- Na Europa, foram removidas 602 barreiras em 2025, permitindo reabrir cerca de 3.740 km de rios até 2030.
- A Islândia removeu oficialmente seu primeiro dique, marcando o início de uma tendência de restauração de cursos d’água no continente.
- A União Europeia busca reconectar 15,5 mil milhas de rios até 2030.
- Entre os países, Suécia liderou com 173 remoções, seguido por Finlândia (143) e Espanha (109); Reino Unido removeu 35 barreiras, e Islândia e Macedônia do Norte registraram os primeiros derradeamentos em 2025.
- A maior parte das barreiras retiradas tinha menos de dois metros de altura e muitas não serviam mais ao propósito original.
A Dinamarca? Não. Em Islândia, uma barragem antiga no Rio Melsá foi removida, liberando o fluxo de água após décadas. Técnicos usaram equipamentos pesados para demolir a estrutura que bloqueava a migração de peixes, sem gerar energia.
Ao todo, 602 barreiras foram derrubadas na Europa no último ano, conforme levantamento de Dam Removal Europe. A queda de 11% em relação ao anterior amplia o arco de rios reconectados pela natureza.
O impulso global pela restauração de rios visa devolver condições naturais a ecossistemas aquáticos. Na União Europeia, 3.740 quilômetros de cursos d’água foram reabertos em 2025, aproximando-se da meta de 15.500 milhas até 2030.
Entre os destaques, a Suécia liderou as remoções com 173 barreiras, seguida por Finlândia (143) e Espanha (109). O Reino Unido desmontou 35 estruturas. Islândia e Macedônia do Norte removem pela primeira vez.
A maioria das remoções ocorreu em barreiras menores que 2 metros de altura, muitas sem função original, o que reduz custos e facilita as obras. A prática facilita a livre circulação de sedimentos e a conectividade entre habitats.
Especialistas apontam que a restauração de rios pode aumentar a vulnerabilidade a espécies invasoras, exigindo monitoramento contínuo. Pesquisadores recomendam planejamento cuidadoso para minimizar riscos a longo prazo.
Estudo recente aponta que mais de um milhão de barreiras ainda fragmentam as vias fluviais europeias, com leis de conservação pressionando pela retirada de estruturas obsoletas. A natureza busca resiliência por meio da conectividade.
Em paralelo, o avanço europeu contrasta com desafios globais: nos EUA, centenas de barragens deixam de cumprir vida útil, enquanto na China há remoções significativas no Yangtzé. A tendência é de expansão da desativação de estruturas antigas.
Não há conclusão, apenas dados: o movimento de retirada de barreiras avança como ferramenta de proteção de espécies aquáticas e de restauração ecológica, com resultados ainda variados conforme o ecossistema local.
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