- A eleição presidencial na Colômbia pode definir se o país continuará líder global em clima ou se adotará modelo extrativista, com Iván Cepeda pela coalizão Pacto Histórico disputando a vaga de Gustavo Petro, que não pode concorrer a um segundo mandato.
- Susana Muhamad enfatiza a necessidade de vencer na primeira rodada para manter o avanço ambiental e evitar que políticas pró-óleo e fracking prosperem sob pressão internacional.
- Candidatos da oposição, Abelardo De La Espriella e Paloma Valencia, defendem reabrir o petróleo e o fracking, o que contrasta com o compromisso governamental de transição energética.
- O papel da Colômbia na justiça climática é destacado por ambientalistas e pela vice-presidente França Márquez e pela ministra do meio ambiente, Irene Vélez Torres, que lideram esforços de mudança.
- Pesquisas apontam Cepeda na liderança do primeiro turno, mas com possibilidade de segundo turno; uma vitória de Valencia ou De La Espriella seria visto como retorno a um modelo extrativista.
Colômbia está na encruzilhada climática: a eleição presidencial pode manter o país como referência mundial de ativismo ambiental ou conduzi-lo a maior abertura a mineração e fraturamento. O ambiente de campanha acontece em meio a tensões internas e pressões externas, incluindo relatos de intervenção internacional.
Susana Muhamad, ex-ministra do meio ambiente, participa de um encontro com ativistas em um bairro tranquilo do Caribe. O público lota cadeiras, com muitos em pé, diante de mensagens como Colombia respira. O momento é visto como decisivo para o destino ambiental do país.
O pleito ocorre em meio às perspectivas de continuidade da agenda de Petro, líder do Pacto Histórico, que não pode concorrer novamente. Iván Cepeda é candidato à Presidência para dar continuidade às políticas, enquanto adversários de direita defendem reabrir o leilão de petróleo e o fracking.
Contexto político
A campanha envolve cobrança internacional: há receio de interferência dos EUA, com comentários sobre possível intervenção militar. O tema ambiental figura como núcleo da identidade política, especialmente após quatro anos de avanços na transição para práticas mais sustentáveis.
Francia Márquez, vice-presidente, e Irene Vélez Torres, ministra do meio ambiente, aparecem como figuras centrais no governo. O grupo é apontado como destaque na diplomacia climática, ao lado de iniciativas para diminuir a dependência de combustíveis fósseis.
Desafios e perspectivas
Apesar de progressos na redução do desmatamento, a extração ilegal de ouro e o garimpo continuam significativos em várias regiões. Observadores ressaltam que a atuação pública não se traduz sempre em ações efetivas no território.
Pesquisas apontam Cepeda à frente na primeira rodada, mas sem atingir a maioria necessária para vitória direta. Em cenário de segundo turno, qualquer dos candidatos de direita aparece como favorito, segundo analistas.
Implicações internacionais
Analistas destacam que a eleição de Cepeda ou de adversários de esquerda pode influenciar o curso da agenda climática global, especialmente em um momento de crises climáticas e tensões geopolíticas. A liderança colombiana é vista como referência no debate de transição energética.
Organizações ambientais ressaltam que a mobilização popular foi determinante para o avanço de políticas, como a proteção de áreas da Amazônia e ações contra mineração ilegal. O governo atual é reconhecido por ampliar esse espaço, segundo especialistas.
Convergências locais
Locais de campanha ressaltam que o tema ambiental se tornou central no debate público, mesmo que não figurar diretamente nos programas. Segmentos sociais, como comunidades ribeirinhas e comunidades afetadas pelo garimpo, enfatizam a importância de direitos e proteção ambiental.
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