Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

RHS enfrenta oposição conservadora por uso de turfa no Chelsea Flower Show

Críticos conservadores da Royal Horticultural Society questionam patrocínio corporativo, composto sem turfa e políticas anti-turfa, com risco financeiro e de reputação

Visitors looking at the Chelsea flower show
0:00
Carregando...
0:00
  • A Chelsea Flower Show da Royal Horticultural Society (RHS) terminou de forma glamorosa, com celebridades à mostra, mas críticas de sustentação conservadora ganharam volume dentro da instituição.
  • A RHS registrou prejuízo líquido de £ 8,1 milhões no exercício encerrado em janeiro de 2025, o dobro do ano anterior, alimentando preocupações sobre o futuro financeiro.
  • A instituição afirma que, mesmo com os problemas, o ano passado teve crescimento de renda de 7% e lucro de caixa de £ 4,8 milhões, além de investir £ 83 milhões em seu trabalho beneficente.
  • Críticos apontam a necessidade de novos patrocinadores para o Chelsea, após o rompimento de um casal filantrópito que já havia contribuído com mais de £ 23 milhões, e a saída de um antigo parceiro hoteleiro de luxo.
  • O debate envolve a transição para compostos livres de turfa, com opositores criticando políticas “antifadiga” e reformas internas; a RHS segue defendendo o peat-free como prioridade ambiental e mantendo que há interesse de patrocinadores para 2027.

O Chelsea Flower Show, promovido pela Royal Horticultural Society (RHS), manteve seu brilho tradicional com a presença de celebridades e jardins temáticos, mas enfrenta críticas de setores conservadores dentro da própria entidade. Diversos membros questionam estilo de patrocínio, uso de composto sem turfa e o que chamam de agenda “woke”.

As contas da RHS para o ano encerrado em janeiro de 2025 mostram um déficit de 8,1 milhões de libras, o dobro do verificado no exercício anterior. Críticos apontam que questões financeiras podem estar ligadas a fatores externos, como obras na M25 e na A3, que teriam reduzido visitas ao Jardim Wisley.

Segundo a RHS, no entanto, as contas não publicadas para o último exercício indicam melhora, com crescimento de 7% na receita e lucro de caixa de 4,8 milhões de libras. A instituição afirma ter investido 83 milhões em trabalho filantrópico, além de registrar recordes de visitas e de adesões de membros.

A discussão interna ganhou contornos com a busca por novos patrocinadores para o Chelsea, após o término do apoio de um casal filantrópico que já investiu mais de 23 milhões de libras. O Newt, hotel de luxo em Somerset, lançou seu próprio evento de jardins, oferecendo entrada gratuita para menores de 16 anos.

Paralelamente, surgem críticas ligadas à transição para produção de jardins sem turfa. O tesoureiro da RHS já havia sugerido que a mudança poderia agravar dificuldades financeiras, em meio a um debate sobre o impacto ambiental da extração da turfa.

Tim Penrose, ex-expositor premiado da RHS, relata ter sido banido de exibir neste ano por não ter participado de seminários anti-turfa. Ele descreve a expulsão como surpresa e aponta tensões entre membros engajados e a direção, afirmando que críticas são desencorajadas.

Há resistência entre alguns produtores, com a turfa sendo tema central de debates. O governo britânico tem planos de banir a venda de turfa, mas a legislação ainda não foi implementada, o que alimenta a insegurança de parte do setor.

A RHS tem recebido apoio de parte do público e de boa parte da comunidade de nurseries, que vê a transição como necessária para a sustentabilidade. Em nota, a instituição afirmou confiança no futuro do Chelsea e interesse de patrocinadores para 2027, destacando o equilíbrio entre preservação ambiental e atividades da mostra.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais