- Ao longo de três anos, o Ocean Census confirmou 1.121 espécies marinhas potencialmente novas para a ciência.
- Dentre elas, destaca-se o verme poliqueta Dalhousiella yabukii, que vive dentro de uma esponja de vidro a 791 metros de profundidade, perto de Tóquio.
- Também foi identificado um ghost shark off the coast de Queensland, um novo verme-lâmina (verme de fita) próximo a Timor-Leste e um camarão em uma gruta marinha perto de Marselha, na França.
- Foi encontrado ainda uma esponja carnívora conhecida como death ball sponge, do gênero Chondrocladia, em 3.601 metros de profundidade, no sul do Oceano Atlântico, que captura presas com ganchos semelhantes a velcro.
- As espécies registradas estão na plataforma digital NOVA; a descrição formal e o naming podem levar, em média, 13,5 anos, às vezes até 24 anos para esponjas, devido à escassez de especialistas.
O terceiro ano do Ocean Census revelou 1.121 espécies marinhas potencialmente novas para a ciência. Entre elas, um verme polychaeta que vive dentro de uma esponja de vidro, um ghost shark e uma esponja carnívora conhecida como death ball. A iniciativa é conjunta entre a Nippon Foundation e a Nekton.
Em três anos, pesquisadores de várias partes do mundo já identificaram mais de 2.000 espécies marinhas. Cerca de metade foi descoberta entre abril de 2025 e março de 2026, segundo Michelle Taylor, chefe de ciência do Ocean Census.
Um dos progressos é o verme *Dalhousiella yabukii*, encontrado no Japão, a 791 metros de profundidade. O animal vive em simbiose dentro de uma esponja de sílica que forma estruturas como castelos.
A expedição também desvelou um ghost shark próximo à costa de Queensland, na Austrália, além de uma ribbon worm vibrante perto de Timor-Leste e um camarão encontrado em uma caverna marinha perto de Marselha, na França.
Entre os achados, destaca-se a esponja carnívora do gênero *Chondrocladia*, registrada a 3.601 metros de profundidade no Sul do Atlântico, perto das Ilhas Sandwich do Sul. Ela captura presas com ganchos parecidos com velcro e as envolve para consumo.
Todos os seres mapeados no Ocean Census são considerados provavelmente novos para a ciência e foram registrados na plataforma digital NOVA. Muitos ainda aguardam descrição formal e nomenclatura, processo que pode levar décadas.
A pesquisadora Taylor comenta que o uso do NOVA agiliza a catalogação, permitindo que imagens, metadados e dados moleculares sejam registrados rapidamente por cientistas de qualquer lugar. Ainda assim, a rapidez não elimina desafios.
Ela ressalta que o ritmo anual de descobertas cresceu 54% neste ano, mas o patrimônio biológico marinho corre risco de ser perdido antes de receber proteção política ou legal. A exploração contínua enfatiza a urgência de ações conservacionistas.
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