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Estudo de lago aponta caminhos para reduzir impacto climático

Estudo aponta que interromper todo despejo de esgoto em Windermere pode zerar os efeitos projetados das mudanças climáticas no lago nas próximas cinco décadas

The Environment Agency said it hoped the study would help protect water quality at Windermere
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  • Estudo conjunto entre Agência Ambiental do Reino Unido e o Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia aponta que remover todo o esgoto que chega ao Lake Windermere pode “cancelar” totalmente os efeitos climáticos previstos nas próximas cinco décadas.
  • Sem descargas de esgoto, inclusive de fossas, o número de dias com algas azuis em níveis considerados de risco cairia a zero, mesmo com o aumento previsto da temperatura.
  • O estudo estima aumento de temperatura média do lago entre 2,4°C e 2,5°C até o final dos anos 2070, caso nada mude na gestão local.
  • Além da remoção do esgoto, foram avaliadas duas outras estratégias: redução de run-off de nutrientes por parte de fazendeiros e o tratamento de águas residuais; todas mostraram melhora na qualidade da água.
  • Ainda assim, não existe solução única para todos os lagos; Esthwaite Water, que drena para Windermere, permanece como preocupação em todos os cenários estudados.

O estudo encomendado pela Environment Agency (EA) investigou formas de proteger Windermere, o maior lago da Inglaterra, contra os impactos do clima. O objetivo foi manter a qualidade da água e evitar o crescimento de algas nocivas, que prejudicam o banho e a vida selvagem.

A pesquisa, em parceria com o UK Centre for Ecology and Hydrology, avaliou cenários de gerenciamento de resíduos e de nutrientes provenientes de atividades humanas. Os resultados apontam que a opção mais ambiciosa, de eliminar todo o esgoto que chega ao lago, incluindo fossas sépticas, seria capaz de neutralizar completamente os efeitos projetados das mudanças climáticas no lago nas próximas cinco décadas.

A EA destacou que, sem mudanças na gestão local, especialmente no que diz respeito à agricultura e ao esgoto, a temperatura média de Windermere tende a subir entre 2,4°C e 2,5°C até o final dos anos 2070. Esse aumento pode elevar a concentração de nutrientes como fósforo e nitrogênio, favorecendo o aparecimento de algas azuis-verdes perigosas para pessoas e animais.

Cenários e impactos

Caso todo o esgoto seja eliminado de Windermere, o número de dias por ano com algas acima dos limites da Organização Mundial da Saúde cairia a zero, mesmo com o aquecimento previsto. A análise também considerou dois caminhos adicionais: reduzir o escoamento de nutrientes por meio de manejo do solo e aprimorar o tratamento de resíduos.

A EA ressalta que todos os três caminhos propostas apresentam benefícios, reduzindo os dias de alerta para algas nocivas, ainda diante de pressões climáticas. Não existe, porém, uma solução única aplicável a todos os lagos.

Limitações e próximos passos

Esthwaite Water, afluente de Windermere, manteve-se preocupado em todos os cenários estudados, devido a características como tamanho, profundidade e atividades históricas do entorno. O estudo recomenda entender cada lago em seus termos para gestão adequada.

O supervisor de regulação de água da EA, Andy Brown, destacou que o trabalho combina modelos computacionais que normalmente não se comunicam, fortalecendo a base científica para decisões de investimento. A EA também informou que reforçou inspeções e ações contra concessionárias de serviços públicos para enfrentar a poluição na região.

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