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Reino Unido foi feito para clima que não existe mais, diz relatório

Aquecimento previsto leva o Reino Unido a exigir ar-condicionado em lares, hospitais e escolas; calor extremo pode elevar fatalidades e consumo energético

The Climate Change Committee report called for air conditioning to be installed in all care homes and hospitals within the next 10 years.
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  • O Reino Unido foi “construído para um clima que não existe mais” e enfrenta aquecimento que pode superar 40°C até 2050, com ondas de calor mais longas.
  • Recomenda-se instalar ar condicionado em todos os cuidados de longa duração e hospitais nos próximos 10 anos, e em todas as escolas nos próximos 25 anos.
  • Medidas simples, como cortinas, abrir janelas e sombreamento, não devem ser suficientes para proteger a população contra o calor extremo.
  • O custo da adaptação é estimado em cerca de £ 11 bilhões por ano, com metade desse valor vindo do setor privado, e os benefícios previstos em aproximadamente cinco vezes o gasto.
  • Além do ar condicionado, o relatório aponta necessidade de mais reservatórios, uso de painéis solares, e ações para reduzir inundações e riscos hídricos, já que planos atuais não atendem.

O Reino Unido precisa adaptar-se a um clima que pode exceder 40°C até 2050, segundo o Climate Change Committee (CCC). O relatório aponta que medidas como cortinas, abertura de janelas e árvores sombreadoras não serão suficientes sem ar condicionado em larga escala. A adaptação envolve estabelecer limites de temperatura de trabalho indoors e outdoors.

O CCC recomenda instalação de ar condicionado em todos os lares de cuidados e hospitais no próximo dekade, e em todas as escolas dentro de 25 anos. Além disso, o governo deve sinalizar metas máximas de temperatura para ambientes de trabalho e ampliar o uso de tecnologias como bombas de calor para tornar os sistemas mais eficientes.

Mudanças climáticas e impactos esperados

O relatório estima que ondas de calor passarão de 40°C em todas as regiões do país até 2050, com períodos mais longos de calor e até 10 mil mortes relacionadas ao calor a mais por ano. Cerca de 9 em cada 10 domicílios podem superaquecer sem medidas adequadas.

A energia gasta pelos sistemas de ar condicionado é elevada, correspondendo a aproximadamente 4% das emissões globais de gases de efeito estufa. Sistemas modernos com bombas de calor podem substituir caldeiras a gás, embora a substituição ainda seja pouco difundida.

Eficiência, custos e riscos

Especialistas ouvidos no estudo defendem combinar energia solar com ar condicionado para equilibrar oferta e demanda. Também enfatizam a necessidade de proteger populações vulneráveis em hospitais, residências de cuidado e escolas, diante do risco de verões cada vez mais intensos.

O CCC alerta que a inação elevaria custos e riscos. Estima-se que perdas anuais cheguem a centenas de bilhões de libras até o fim do século se não houver preparação adequada para inundações, secas, erosão costeira e demanda alimentar.

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