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Reino Unido deve estabelecer regras de temperatura máxima no trabalho, dizem assessores

CCC recomenda regra de temperatura máxima no trabalho para proteger a saúde, com prioridade a ar-condicionado em escolas e hospitais

UK temperatures hit 40C for the first time on record in July 2022 but scientists warn that even more extreme heat is now possible
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  • O Climate Change Committee (CCC) recomenda que o Reino Unido crie regras de temperatura máxima em ambientes de trabalho para proteger a saúde dos trabalhadores.
  • O CCC diz que implantar ar-condicionado e outras tecnologias de resfriamento em escolas e hospitais deve ser uma das maiores prioridades do governo.
  • O órgão alerta que ondas de calor extremas, secas e inundações ameaçam o modo de vida britânico, incluindo jogos esportivos e festivais.
  • O CCC estima que mais de 90% das casas atuais podem superaquecer em ondas de calor mais intensas.
  • Adaptações ao clima custariam cerca de £ 11 bilhões por ano, com benefícios potenciais em dezenas de bilhões de libras anuais no longo prazo, segundo o comitê.

O Reino Unido deve estabelecer regras de temperatura máxima no ambiente de trabalho para proteger a população diante de ondas de calor cada vez mais intensas, segundo o comitê de assessoria governamental sobre mudanças climáticas. A recomendação também aponta que tecnologias de ar condicionado e resfriamento devem ser prioridade, especialmente em escolas e hospitais.

O Climate Change Committee (CCC) alerta para impactos extremos de calor, seca e inundações que ameaçam o estilo de vida britânico, desde eventos esportivos até festivais de música. O governo afirmou que vai analisar o parecer com atenção e já investe em defesas contra inundações.

Baroness Brown, presidente do Adaptation Committee do CCC, criticou a atuação de governos passados frente às ameaças climáticas. Ela ressaltou que certas tradições britânicas estão sob risco e afirmou que não houve prioridade suficiente para adaptar o país às mudanças climáticas.

O CCC aponta que o clima do Reino Unido foi moldado por condições que não existem mais, destacando que as alterações climáticas já reconfiguram o tempo no país. O último ano registrou temperaturas recordes, com impactos de seca em grande parte do território.

A organização também enfatiza o risco de calor extremo para a saúde, destacando que mais de 90% das moradias existentes podem superaquecer em ondas de calor mais intensas. A instituição sugere regras de temperatura máxima nos ambientes de trabalho para proteger funcionários.

Além disso, o CCC afirma que tais regras estimulariam a adoção de tecnologias de resfriamento, como ar condicionado, bombas de calor e sombreamento verde. Não definiu um valor máximo, citando como referência o exemplo da Espanha: 27C para trabalhos sedentários e 25C para atividades leves.

Baroness Brown reforçou ainda propostas para o calendário escolar, sugerindo que o ano letivo seja ajustado para evitar provas no auge do verão.

Custos e benefícios são discutidos pelo CCC. A adaptação às mudanças climáticas pode custar cerca de 11 bilhões de libras por ano, entre setor público e privado, segundo a estimativa. O comitê adverte que esse valor pode subestimar o investimento necessário, mas afirma que o retorno a longo prazo tende a compensar, com ganhos próximos de dezenas de bilhões de libras por ano.

Em resposta, a secretária de Meio Ambiente, Emma Reynolds, disse que o governo atua para proteger pessoas e locais dos impactos já sentidos, como enchentes, calor extremo e seca. Ela ressaltou a importância da ciência independente e que as recomendações do CCC serão consideradas com cuidado para orientar ações futuras.

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