Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Japão enfrenta alergias em massa atribuídas a projeto dos anos 1950

Alergias viram crise no Japão, provocadas por monoculturas de cedro e hinoki; governo mira reduzir o pólen em cinquenta por cento em trinta anos

Getty Images A Japanese woman with short dark brown hair wears a white surgical mask. Cars are seen in the blurred background (Credit: Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Japão enfrenta crise nacional de alergias sazonais (rinite alérgica), com cerca de 43% da população apresentando sintomas médios a graves na primavera.
  • A causa é o plantio maciço de apenas duas espécies nativas de árvores — cedro japonês (*sugi*) e cipreste japonês (*hinoki*) — após a Segunda Guerra Mundial, que liberam grande quantidade de pólen.
  • Hoje, as plantações de *sugi* e *hinoki* cobrem cerca de 10 milhões de hectares, ou um quinto do território, contribuindo para a maioria das alergias sazonais.
  • O governo federal quer reduzir o pólen em cinquenta por cento em trinta anos, começando pela redução de 20% das áreas de plantio de *sugi* e substituição por florestas de folhas largas.
  • Medidas complementares incluem uso de dados de pólen para orientar cortes seletivos, pesquisas para reduzir pólen e avanços médicos no tratamento, além de cobrança de 1000 ienes anuais para financiar reflorestamento sustentável.

A alergia a pólen tomou proporção nacional no Japão. O problema remonta a decisões tomadas há mais de seis décadas, pós-guerra, que levaram à monocultura de coníferas. Hoje, milhões enfrentam sintomas sazonais intensos, afetando qualidade de vida e economia.

Pesquisadores afirmam que a escolha por plantios de *sugi* (cipre) e *hinoki* (cedro japonês) intensificou a liberação de pólen. Florestas de 10 milhões de hectares, pouco diversificadas, migram o pólen para áreas urbanas na primavera.

Origens do problema

Após a Segunda Guerra, o país utilizou vastas áreas de floresta para compensar escassez de combustíveis. Necessidade de reflorestamento rápido levou a plantações de apenas duas espécies nativas, de crescimento rápido e uso futuro na construção.

Essas plantações monoculturais são a principal fonte de pólen leve, que se dispersa com facilidade até cidades. O aumento de floração com maturação a cada 30 anos agravou o quadro histórico de alergias no país.

Situação atual e impacto

A alergia tornou-se questão de saúde pública. Estima-se que quase metade da população sofra de sintomas médios a severos na temporada. Além do desconforto, há prejuízos a sono, concentração e produtividade.

Ao pico da estação, o impacto econômico é avaliado em bilhões de dólares por dia, incluindo dias de trabalho perdidos e menor consumo.

Medidas em andamento

O governo anunciou metas para reduzir o pólen em 50% em 30 anos, iniciando pela redução de áreas de plantio de *sugi* em 20%. Também prevê reflorestamento com espécies de menor produção de pólen.

Há ações para monitorar dispersão de pólen e orientar podas estratégicas. Pesquisadores estudam pulverização de árvores com soluções para inibir pólen e o uso de medicina para aliviar sintomas.

Desafios e críticas

A meta de 20% de áreas reflorestadas demanda ampla transformação de vastas áreas. Mesmo assim, manterá 80% das plantações existentes, exigindo outras estratégias complementares, como manejo florestal cuidadoso.

Especialistas lembram que é essencial considerar biodiversidade e clima a longo prazo, não apenas alergias sazonais. Críticos destacam necessidade de capacidade técnica municipal para monitoramento.

Perspectivas

O Japão busca florestas mais diversas para reduzir alergias e proteger ecossistemas. O objetivo é conciliar saúde pública, clima e economia, evitando impactos ambientais de manejo inadequado e novos problemas de solo ou água.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais