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Comunidade coloca pekapeka da Nova Zelândia em evidência

Com apoio da comunidade, o projeto Finding Franklin Bats monitora pekapeka em Franklin, ampliando conhecimento, proteção de habitat e participação local

A New Zealand long-tailed bat (Mystacina tuberculata). Image © hrubbo via iNaturalist (CC BY-NC 4.0).
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  • Em Franklin, região de Auckland, moradores participam de pesquisa sobre pekapeka (morcegos nativos) por meio do projeto Finding Franklin Bats (FFB).
  • O FFB oferece treinamentos gratuitos, ensina a reconhecer tocas, detectar chamadas e monitorar morcegos nas próprias propriedades, expandindo a atuação para comunidades vizinhas.
  • As duas espécies nativas são o morcego-de-cauda-longa (Chalinolobus tuberculatus) e o morcego-torpe pequeno (Mystacina tuberculata); ambas enfrentam risco de extinção, principalmente por desmatamento e predadores invasivos.
  • O governo local apoia o modelo comunitário de conservação, com a prefeitura de Auckland financiando a iniciativa; em março, foi escolhido Franklin para sediar um encontro internacional sobre pekapeka.
  • Este ano, a iniciativa processou cem morcegos, aponta aumento de juvenis e planeja publicar dados em revista científica nos próximos dois anos, fortalecendo a participação da comunidade.

O projeto Finding Franklin Bats (FFB) virou referência de conservação de pekapeka na região de Franklin, sudoeste de Auckland, na ilha Norte. A iniciativa envolve moradores, pesquisadores e autoridades locais em uma abordagem comunitária para mapear, monitorar e proteger os morcegos nativos.

Tudo começou há cerca de 23 anos, quando Billy Mclean, então árvore-marketer de uma região rural, avistou pela primeira vez os morcegos em sua propriedade. A visão gerou interesse pela espécie, que é pequena, raro avistável e ocupa áreas de floresta fragmentadas pelo cultivo agrícola.

FFB nasceu da parceria entre moradores, a EcoQuest e a administração municipal, com apoio do Ayuntamiento de Auckland em modelos de conservação que envolvem a comunidade. O objetivo é ensinar civis a reconhecer tocas, detectar chamadas e registrar dados de pekapeka em propriedades privadas.

A atuação envolve treinamentos gratuitos sobre monitoramento de morcegos com dispositivos portáteis, caminhadas de observação noturnas e atividades com escolas da região. O quadro atual já envolve mais de 180 voluntários, incluindo membros de comunidades indígenas locais.

As espécies em foco são o morcego-longo cauda e o morcego-pequeno sem cauda, ambas protegidas pela legislação de vida selvagem da Nova Zelândia. A principal ameaça é a desmatamento, que fragmenta habitats e aumenta o risco de predação por animais exóticos.

Entre os resultados, destaca-se o registro de um volume recorde de 100 morcegos capturados e processados neste ano, com indícios de maior sobrevivência de filhotes devido ao controle de predadores. O grupo planeja publicar dados em periódico científico nos próximos anos.

Em março, o Departamento de Conservação escolheu Franklin como sede de uma conferência internacional sobre pekapeka, fortalecendo o papel de FFB como voz educadora na Nova Zelândia. A instituição também vê o modelo comunitário como uma peça-chave no plano nacional de biodiversidade.

Para os integrantes, o envolvimento da comunidade não é apenas educativo, mas também de governança ambiental. O líder científico do DOC destacou que o programa de Franklin demonstra eficácia ao treinar pessoas para monitorar ecossistemas locais.

Zion Flavell, da comunidade Ngāti te ata, passou a ser instrutor certificado em manejo de morcegos e sonha em apoiar pesquisas independentes da iwi. A experiência divulga princípios de kaitiakitanga, a guarda responsável de recursos naturais.

O caso de Franklin é visto como modelo para outras regiões, ao combinar ciência, educação e práticas tradicionais. Pesquisadores locais apontam que a continuidade do projeto pode ampliar o conhecimento sobre populações de pekapeka e consolidar redes de conservação comunitária.

Mudança de tema: impacto e próximos passos

A equipe continua ampliando ações de monitoramento, com planos de ampliar parcerias e integrar dados ao sistema de observação do DOC. A meta é fortalecer a proteção de tocas e ampliar a participação de comunidades vizinhas, mantendo o foco na neutralidade e na precisão das informações.

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