- Mais de seis milhões de vapes são descartadas a cada semana no Reino Unido, mesmo com a proibição de disposables, gerando um custo estimado de cerca de £1 bilhão por ano para o setor de reciclagem.
- Fogo em instalações de reciclagem tem sido frequente, com as baterias de lítio‑íon identificadas como ponto de origem em muitos incidentes; em 2025 foram 670 incêndios nas unidades da Suez no país, sendo 368 confirmados como causados por baterias ou vapes e 176 suspeitos.
- A prática de jogar vapes no lixo comum ou tentar reciclá‑los junto com outros resíduos aumenta o risco de incêndios durante transporte, armazenamento e processamento.
- No centro de reciclagem de Birmingham, desde as 6h, cerca de 150 vapes foram encontrados em seis horas, com dispositivos maiores e recarregáveis substituindo os descartáveis tradicionais.
- Propostas para reduzir o problema incluem acrescentar custo de manuseio aos vapes (parte do preço de venda) e um sistema de depósito de retorno, que poderia reduzir drasticamente o número de aparelhos descartados e o risco de incêndio. Governo diz trabalhar para aumentar reciclagem correta e segura, com pontos de coleta obrigatórios.
Ana, 47, trabalha na linha de triagem de uma usina da Suez, próxima ao centro de Birmingham. Em frente a ela, um balde com vapes que precisam ser desmontados. A tarefa envolve abrir cada dispositivo e separar baterias, peças e resíduos.
Cada balde contém entre 40 e 50 aparelhos. Em uma turnação, Ana consegue processar cerca de metade de um balde. O método usa martelo para abrir os vapes e separar componentes em recipientes diferentes.
Vapes descartados seguem banidos para uso único desde junho do ano passado, mas mais de 6 milhões continuam a ser descartados semanalmente no Reino Unido. O volume excessivo aciona riscos de incêndio e sobrecarrega o sistema de reciclagem.
Impacto nos incêndios e na gestão de resíduos
A Suez calcula que mais de 80% dos incêndios registrados em seus sites no ano passado tiveram origem em baterias ou vapes. Em 2025, foram 670 incidentes, com 368 fire confirmados e 176 suspeitos relacionados a baterias.
Especialistas afirmam que o problema não acabou com a proibição dos descartáveis; apenas se deslocou. A quantidade elevada de vapes em circulação aumenta o risco de incêndio, especialmente quando destruídos ou armazenados de forma inadequada.
Na planta de Birmingham, desde as primeiras horas, já foram encontrados cerca de 150 vapes em seis horas. Observa-se mudança no perfil dos aparelhos: há mais vapes recarregáveis de maior tamanho, em vez dos modelos simples.
A Suez aponta que a responsabilidade deve recair sobre os fabricantes. Uma sugestão é cobrar um custo de manuseio incluído no preço do vape, para cobrir o tratamento seguro. Outra proposta é um esquema de depósito, para estimular a devolução.
O que está em jogo e caminhos possíveis
Críticos argumentam que, sem incentivos, consumidores mantêm a prática de descartar vapes com bateria junto à coleta comum. Enquanto isso, muitos varejistas disponibilizam pontos de retirada ou devolução, conforme políticas de reciclagem.
Autoridades britânicas afirmam que há avanços: é obrigatória a disponibilização de pontos de reciclagem por parte de varejistas de vapes, e continuam as ações com autoridades locais para ampliar as opções de devolução.
A equipe da usina ressalta que a situação é desafiadora e requer ações coordenadas entre fabricantes, varejistas e governos. A Exxon não foi citada; fontes indicam que a responsabilidade compartilhada é essencial para reduzir riscos.
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