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Alertas por rádio e satélite ajudam Zâmbia a conviver com animais perigosos

Alerta via rádio e satélite orienta fazendeiros da Zâmbia a conviver com vida selvagem, com equipes rápidas e cercas solares

Installing an IFAW-supported temporary solar fence in Chikomeni chiefdom, within the Malawi-Zambia Transfrontier Conservation Area, to deter human-elephant conflict. Image courtesy of IFAW.
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  • Em Lundazi, no leste da Zâmbia, a rádio comunitária Chikaya FM transmite programa sobre convivência com a vida selvagem, com apoio da International Fund for Animal Welfare (IFAW) e do Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem (DNPW).
  • A área transfronteiriça de conservação envolve Zâmbia e Malawi e abriga cerca de meio milhão de pessoas em Lundazi, Lumezi e Chipangali, com elefantes atravessando entre parques do país vizinho.
  • Hienas, conhecidas como fisi, têm atacado pessoas e animais; quatro crianças foram mortas desde outubro nos distritos de Lundazi e Lumezi.
  • Um sistema de alerta precoce usa 31 elefantes rastreados e a plataforma EarthRanger para monitorar movimentos vindos do Kasungu National Park (Malawi) e avisar comunidades e autoridades.
  • Até março, havia 29 clusters de cerca elétrica alimentados por energia solar, cobrindo oitenta quilômetros, com planos para mais sessenta quilômetros; sete de quarenta e um colares de elefantes precisaram de reparo.

In Lundazi, no leste do Zimbáb, uma estação de rádio comunitária promove informações sobre convivência com a vida selvagem. O programa é veiculado duas vezes por semana pela Chikaya FM, com apoio da IFAW e da DNPW.

Moradores de áreas de TFCA, na fronteira entre Zâmbia e Malawi, acompanham as transmissões para aprender a reduzir conflitos entre humanos e animais. A região abriga milhares de pessoas entre Lundazi, Lumezi e Chipangali.

Durante a visita da Mongabay, a preocupação central era a segurança contra hienas, que, segundo autoridades, causaram mortes de quatro crianças na região. Além disso, casos de ataques a animais de criação elevam o temor local.

Tecnologia de alerta

A transmissão menciona também um recurso de alta tecnologia: o EarthRanger, que monitora em tempo real o deslocamento de elefantes no corredor entre Kasungu, Kasungu National Park, Lukusuzi e Luambe.

Cerca de 31 de 300 a 400 elefantes na área são dotados de colares via satélite, com alertas enviados por e-mail, WhatsApp e SMS aos agentes de parques. As equipes móveis são acionadas para áreas de maior risco.

Em Lundazi, o gerente de conservação da IFAW, Henry Ndaimani, apresenta mapas que mostram fronteiras de Kasungu e parques de Zâmbia. Linhas vermelhas e amarelas indicam áreas de aproximação de manadas e possíveis impactos em culturas locais.

Ações de campo

Os voluntários do Primary Response Teams, com farda verde, reforçam o monitoramento ao longo da fronteira. Eles registram incidentes como ataques de hienas ou danos a lavouras e transmitem dados para autoridades.

Os dados ajudam a reduzir ações precipitadas da comunidade, como retaliar animais. Em casos de ataque de hienas, as autoridades orientam o reporte imediato para avaliação da resposta oficial.

Medidas de convivência

Especialistas ressaltam a importância de cercas para rebanhos, iluminação solar noturna e manejo de áreas de alimentação para evitar conflitos. A cooperação entre comunidades, DNPW e IFAW é destacada como essencial.

A DNPW, segundo autoridades, atua na assistência a vítimas de conflitos e na investigação de incidentes. Em situações graves, pode haver recomendações de manejo de animais problemáticos.

Progresso e desafios

O programa de rádio, embora relevante, tem alcance limitado na região de Lundazi. A IFAW amplia ações com fomento a mudanças de comportamento e infraestrutura, como cercas elétricas solares em áreas vulneráveis.

Apesar dos avanços, sete de 41 colares em elefantes de matriarca apresentaram falhas técnicas. Ainda assim, cerca de 80% dos animais permanecem visíveis no EarthRanger, permitindo previsões úteis para as comunidades locais.

Perspectivas

Com a temporada de plantio de milho em andamento, a tranquilidade observada em Kasungu não significa ausência de risco. As equipes de resposta permanecem de prontidão para deslocamentos rápidos quando necessário.

Os responsáveis pelo projeto destacam que as ações combinadas de monitoramento, comunicação e infraestrutura estão reduzindo incidentes e fortalecendo a convivência entre humanos e vida selvagem na região.

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