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China e Noruega buscam ampliar extração de krill junto à Antártica

China e Noruega avançam com a expansão da pesca de krill na Antártida, defendendo nova gestão e área protegida, em meio a campanhas de ONGs

Endangered Antarctic fur seals on South Georgia Island. Image by Rhett A. Butler/Mongabay.
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  • China e Noruega buscam expansionar a pesca de krill no Mar de Amundsen, defendendo um novo sistema de gestão que aumentaria as capturas e criaria uma área marinha protegida.
  • A meta inclui ampliar frotas e capacidade de pesca: Noruega planeja lançar uma quarta embarcação; China elevou de quatro para cinco navios em 2025 e licenciou um sexto em 2026, com apoio estatal.
  • Propostas de Noruega para ampliar a pesca e criar a Área Marinha Protegida Domains 1 foram apresentadas na CCAMLR; a decisão de adiar ocorreu em 2025, sem consenso.
  • Organizações não governamentais intensificaram campanhas contra a pesca de krill, alegando competição por alimento com animais da região já ameaçados, como pinguins-imperadores e focas-antarcticas.
  • A CCAMLR se reunirá em outubro de 2026 para decidir medidas, incluindo MPAs adicionais e quotas, com subsídios e apoio financeiro discutidos entre governos e empresas, como a Aker BioMarine.

In águas da Antártida, a pesca internacional mira o krill, pequeno crustáceo que sustenta diversas espécies da fauna local. China e Noruega promovem um novo sistema de gestão que aumentaria as captura e cria, ao mesmo tempo, uma área marinha protegida.

As duas nações apoiam suas frotas econômica e politicamente, ampliando a capacidade de pesca com novos barcos. Enquanto isso, ONGs intensificam campanhas contra a pesca do krill, afirmando que a atividade compete por alimento com animais já ameaçados.

A discussão ocorre no contexto da CCAMLR, órgão multilateral que gerencia a pesca na Região. A reunião mais recente foi em Hobart, onde Noruega tentou avançar com uma proposta de aumento das quotas e de reorganização das áreas de exploração.

Proposta norueguesa e which changes

Aker BioMarine lidera a frente norueguesa, buscando aprovação para um pacote que incluiria a criação de Domain 1 como área protegida, novo esquema de quotas e aumento de captura para até 1,1 milhão de toneladas. O grupo diz que a proposta é ciência-driven.

A empresa também lançou a Ocean Stewardship Initiative, com apoio de organizações globais, para angariar apoio político. Líderes internacionais, incluindo John Kerry, passaram a participar como porta-vozes da iniciativa.

Contexto e subsídios

O estudo de 2025 aponta que a China é o maior contribuinte de subsídios aos combustíveis para frotas do Ocean Sul, com incentivos adicionais para o desembarque de krill. Pesquisadores destacam o papel de governos locais em incentivar a expansão da frota.

Noruega afirma que não concede subsídios diretos à indústria do krill, mas admite mecanismos financeiros vinculados a exportação e crédito. Analistas citam que tais mecanismos podem facilitar a construção de novas embarcações.

Impactos e críticas

ONGs como Sea Shepherd contestam a expansão, citando que o krill é alimento-chave para baleias, pinguins e focas, especialmente espécies já em situação de risco. A Câmara Europeia aprovou um pedido para suspender temporalmente a pesca na região.

Especialistas ressaltam que o aumento das capturas ocorre principalmente perto da Península Antártica e das Ilhas Orcadas do Sul, zonas de alta densidade de krill e de alimentação de várias espécies.

Perspectivas

A discussão segue com negociações entre Noruega, China e demais membros da CCAMLR para o encontro de outubro de 2026. As autoridades afirmam que qualquer aumento de quota deve vir acompanhado de proteção ambiental robusta.

Quaisquer decisões pendentes deverão considerar impactos sobre o ecossistema frágil da região e o equilíbrio entre exploração econômica e conservação, com transparência e base científica.

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