- Autores André Carothers e Annie Leonard lançam o livro Protest: Respect It. Defend It. Use It., que analisa a história, o funcionamento e os ataques aos protestos.
- O livro relembra que, em Earth Day de 1970, cerca de dez por cento da população dos EUA participou de grandes protestos, ajudando a aprovar leis ambientais históricas.
- Leonardo e Carothers destacam que movimentos do passado são celebrados depois de se tornarem importantes, mas eram impopulares no início; citam o líder civil Martin Luther King Jr.
- O texto aborda o uso da chamada lawfare, com casos como o de Sarah Cantor em San Francisco, que enfrenta acusações de conspiração por bloqueio de faixas na ponte Golden Gate.
- A obra defende a continuidade do protesto como ferramenta cívica, lembrando que, se protestar hoje, é possível protestar no futuro, segundo os autores.
Protestos funcionam, mas recebem ataque e precisam de apoio, dizem ativistas veteranos. André Carothers e Annie Leonard, ambos com longa atuação ambiental, apresentaram um novo livro sobre a história da protestação, por que ela funciona e por que está sob ataque.
O livro Protest: Respect It. Defend It. Use It. destaca o papel dos protestos na conquista de avanços sociais e ambientais que hoje parecem naturais. Os autores lembram eventos como o Dia da Terra, em 1970, quando cerca de 10% da população dos EUA participou de grandes marchas.
Leonard e Carothers discutem como movimentos são ofuscados quando jovens, mas celebrados quando adultos. Eles citam Martin Luther King Jr., cuja aprovação nunca ultrapassou 50% durante a liderança, destacando a resistência inicial de muitos a mudanças progressistas.
Segundo os autores, a resistência social não é novidade, mas pode ter ocorrido de forma mais impessoal com táticas legais. Eles mencionam a prática chamada lawfare, em que leis são acumuladas para ampliar punições contra manifestantes.
Entre os exemplos atuais, os produtores apontam ações contra protestos que bloqueiam vias públicas. Em San Francisco, a ativista Sarah Cantor enfrenta acusações de conspirar de forma felonial por quatro horas de interrupção de tráfego na Golden Gate Bridge, caso visto como parte de uma tendência mais ampla.
Carothers explica que a tática de criminalização de protestos tende a ampliar penas, transformando condutas de menor potencial de dano em punições severas. Leonard reforça que a atual resposta envolve mobilização pública e endurecimento legal, o que reduz o espaço de atuação cívica.
Timothy Snyder é citado para enfatizar que protestar no presente ajuda a manter a possibilidade de protestar no futuro, mesmo diante de oposição. O livro foi elaborado para lembrar que movimentos históricos moldaram mudanças significativas, mesmo quando eram impopulares.
A obra está disponível para leitura em plataformas associadas aos autores. O objetivo é esclarecer como protestos moldam políticas públicas e como a sociedade pode defender o direito de manifestação dentro de um quadro legal mais restritivo.
Caso interessante, a dupla de autores ressalta a necessidade de equilíbrio entre participação cívica e responsabilidade pública. O debate atual envolve o papel de protestos pacíficos versus ações que confrontam autoridades e instituições.
Ao longo da divulgação, os autores destacam o papel da imprensa e de organizações ambientais na consolidação de vitórias legais que hoje parecem corriqueiras. A mensagem central é defender o direito democrático de protestar enquanto se preserva a segurança pública.
Fonte: livro Protest: Respect It. Defend It. Use It., de André Carothers e Annie Leonard, com base em entrevistas e análises de contexto histórico.
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