- A Cidade do México está afundando, em média até 25 centímetros por ano, por estar construída sobre sedimentos argilosos de um aquífero antigo.
- O fenômeno, chamado subsidência, foi registrado pela primeira vez em 1925 e se agravou entre as décadas de noventa e 2000.
- Dados de satélite da Nasa em parceria com a Organização Indiana de Pesquisa Espacial mostram a taxa de afundamento em áreas críticas da cidade.
- Monumentos e infraestruturas já sofrem com o problema, como o Anjo da Independência, que ganhou 14 degraus extras para compensar o afundamento; o aeroporto também é afetado.
- A crise tem raízes históricas: a cidade foi construída sobre o Lago Texcoco, após o drenamento de partes do lago; a extração de água subterrânea agrava a subsidência, contribuindo para a crise hídrica que impacta mais de vinte milhões de moradores.
A Cidade do México sofre subsidência, ou afundamento do solo, há quase um século. O fenômeno ocorre porque a cidade foi construída sobre um aquífero e solo argiloso, resultado de um antigo lago. O afundamento vem ocorrendo de forma progressiva desde 1925.
Dados recentes mostram que a taxa de afundamento pode chegar a 25 centímetros por ano em algumas áreas. A medição foi feita por um satélite conjunto da Nasa e da Isro, que analisou mudanças na elevação do terreno entre 2025 e 2026.
O problema não é apenas geológico: ele afeta infraestrutura, vias e redes de água, aumentando o risco de rachaduras e danos em tubulações e no metrô. Monumentos históricos já apresentaram deslocamentos visíveis.
Causas históricas e atuais
A origem está na ocupação colonial. A cidade foi erguida sobre as ilhas do lago Texcoco, com técnicas de chinampa que criavam ilhas artificiais. A expansão durou séculos, até a drenagem parcial do lago pelos espanhóis.
Hoje, a capital de mais de 20 milhões de pessoas repousa sobre sedimentos argilosos. A extração de água subterrânea agrava a subsidência, contribuindo para uma crise hídrica na região.
Entre os símbolos da cidade, o Anjo da Independência tornou-se um exemplo notório do problema: a base foi ampliada com degraus adicionais para compensar o afundamento do terreno.
Impactos e perspectivas
Locais-chave como o Aeroporto Internacional Benito Juárez e o rio Chalco aparecem nas zonas de subsidência, conforme as novas imagens analisadas. A mudança territorial também afeta redes de água e saneamento.
Especialistas apontam que a recuperação depende de medidas de manejo hídrico, redução da extração subterrânea e monitoramento contínuo. O objetivo é reduzir riscos a imóveis, infraestrutura e à população.
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