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Acordo UE pode forçar Reino Unido a restringir herbicida ligado ao câncer

Negociações de acordo com a União Europeia podem forçar o Reino Unido a restringir o uso de glifosato em safras, usado para dessicar grãos, devido a riscos à saúde

A French farmer sprays glyphosate on his crop as a desiccant before the EU banned the practice in 2023.
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  • Um novo acordo de comércio com a União Europeia pode obrigar o Reino Unido a restringir o uso do glifosato em safras alimentares.
  • O glifosato é usado como dessecante em trigo, aveia e outras culturas antes da colheita; a prática é banida na União Europeia desde dois mil e vinte e três por motivos de saúde.
  • Organizações ambientais e especialistas pedem que o governo encerre o uso pré‑colheita do herbicida e alinhe‑se às restrições da UE.
  • Dados mostram que quarenta e um por cento das safras de cereais britânicas entre dois mil e dezessete e dois mil e vinte e três tinham resíduos, e em dois mil e vinte e quatro, vinte e oito por cento de pães britânicos apresentaram traços.
  • As negociações ocorrem antes da expiração da licença do glifosato em novembro, com a indústria defendendo a renovação e isenções para uso pré‑colheita.

O Reino Unido pode enfrentar restrições ao uso do herbicida glifosato em culturas alimentares como parte de um novo acordo comercial com a União Europeia. O dessecante utilizado antes da colheita para cereal e leguminosas pode ter seu uso limitado caso o acordo avance.

O tema surge durante as negociações entre o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Ratuais (Defra) e autoridades europeias. O objetivo é tornar o comércio com o bloco europeu mais simples, barato e previsível, segundo fontes governamentais.

Contexto técnico, o glifosato atua como herbicida de amplo espectro e costuma ser aplicado na otherwise culturas antes da colheita para facilitar a manuseio. A prática permanece comum no setor, apesar de restrições crescentes na Europa desde 2023.

Grupos ambientais defendem que o governo aprove a oportunidade para eliminar o uso pré-colheita do glifosato. Entidades como a Soil Association, a Nature Friendly Farming Network, Greenpeace e a Wildlife Trusts pedem alinhamento com as restrições da UE.

O glifosato foi classificado pela Organização Mundial da Saúde como provavelmente carcinogênico para humanos em 2015, gerando milhares de ações judiciais nos Estados Unidos. Especialistas também destacam riscos de danos genéticos e desequilíbrios hormonais associados ao uso prolongado.

Apesar das controvérsias, o herbicida continua presente no sistema alimentar britânico. Dados de monitoramento indicam resíduos em uma parcela significativa de culturas de cereal entre 2016 e 2023, e em parte das amostras de pão em 2024.

A indústria tem pressionado pela renovação de licenças, reunindo aliados como Bayer, Syngenta e Nufarm. Observa-se expectativa de mudanças nos níveis máximos de resíduos e na aprovação de substâncias ativas usadas em pesticidas.

Defra não comentou detalhes das negociações quando questionada, mas sinalizou que mudanças regulatórias em pesticidas devem ocorrer, incluindo potenciais ajustes de resíduos e aprovações. Fontes oficiais indicam que o regime da UE continua permissivo em várias frentes.

Analistas destacam que as negociações ocorrem antes da expiração da licença britânica para o glifosato, prevista para novembro, o que pode intensificar o lobby pela renovação entre a indústria.

Pesquisa de opinião encomendada por um varejista orgânico indicou baixo conhecimento público sobre o glifosato, mas preocupação com resíduos químicos na alimentação. A maior parte dos entrevistados demonstrou interesse em reduzir exposições futuras.

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