Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas australianos treinam raposas para evitar ninhos de tartarugas

Conservacionistas testam método não letal para treinar raposas a evitar ninhos de tartarugas, com ovos decoy e aroma de baunilha para induzir enjoo

At the La Trobe University campus, Ligia Pizzatto sorts through frozen turtle specimens she has collected over the course of her fieldwork. Most are very young, found dead by Pizzatto or her team of students and volunteers. Image by Ana Norman Bermudez.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadora Ligia Pizzatto testa método não le­tal para proteger tartarugas de água doce no entorno do Murray River, na Austrália, usando ovos decoy com substância que causa mal-estar e spray de baunilha para reforçar a aversão.
  • O estudo ocorre em oito sítios de nidificação, incluindo Ryan’s Lagoon, com objetivo de afastar raposas (principal ameaça) das tocar nests de tartarugas nativas.
  • Na fase de condicionamento, as raposas comeram cerca de 30% menos ovos; em alguns locais, até 90% dos ovos ficaram intactos. A aversão pode durar semanas após a remoção dos ovos modificados.
  • A técnica busca ampliar opções de conservação sem abater predadores; é inspirado em pesquisas espanholas sobre aversão a sabores e cheiros, combinando odor novo (baunilha) com mal-estar.
  • O projeto envolve comunidades locais e Povos tradicionais, com planos de ampliar a aplicação prática, simplificar o protocolo e, se possível, utilizar rastreamento por GPS para entender comportamentos das raposas.

A pesquisadora Ligia Pizzatto, da La Trobe University, testa uma técnica para proteger tartarugas de água doce da bacia Murray-Darling, no sudeste da Austrália. O método usa ovos de iscas e um cheiro que induz mal-estar em raposas para evitar que elas comam ovos de tartaruga.

A experiência ocorre em oito locais da região do Murray, incluindo Ryan’s Lagoon, um entorno de 165 hectares usado como campo de estudo. A ideia é impedir que raposas digamim joguem de lado ovos de tartaruga, reduzindo o risco de extinção de espécies nativas.

A pesquisa envolve decoy eggs que contêm um fungicida que provoca vômito em raposas, além de um spray com aroma de baunilha para reforçar a associação ruim com ovos. O objetivo é criar uma barreira sensorial que funcione a longo prazo.

A equipe registrou variações nos resultados entre os locais: em alguns, até 90% dos ovos passaram ilesos; em outros, a proteção durou poucas semanas. A durabilidade do efeito é um dos principais desafios.

A iniciativa ocorre em parceria com comunidades locais, organizações tradicionais e autoridades. Os dados são colhidos com câmeras de armadilha e, no futuro, podem incluir colares de GPS para mapear movimentos das raposas.

A pesquisadora já planeja ajustar a distribuição da baunilha para associar o cheiro aos locais de nidificação, não apenas aos ninhos artificiais. Espera também testar aromas que aproximem o cheiro de ovos de tartaruga reais.

Pizzatto destaca que a abordagem visa ser acessível e replicável, com materiais simples como ovos de galinha e baunilha. O objetivo é oferecer uma ferramenta adicional, não letal, para conservação de tartarugas e espécies afins.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais