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Em Bangladesh, cientistas estudam o retorno de pangolins resgatados à natureza

Em Bangladesh, pangolins chineses resgatados são soltos na mata com radiotransmissores para mapear movimentos, abrigos e sobrevivência

Chinese pangolin
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  • No norte-nordeste de Bangladesh, dois pangolins chineses resgatados do tráfico foram soltos na região de Lawachara National Park e estão sendo monitorados para entender sobrevivência, movimentos e comportamento.
  • Os animais receberam emissores de rádio VHF fixados nas bases das caudas e foram observados em diferentes fases, desde a adaptação até a exploração de microrredes de tocas.
  • O acompanhamento inclui câmeras de armadilha e levantamentos de ocupação de tocas ao longo de um área de about 1.250 hectares, com estimativa de seis pangolins silvestres na área.
  • A equipe relata que os pangolins se mostraram capazes de retornar a tocas antigas, integrando-se à fauna local, o que pode influenciar futuras estratégias de monitoramento.
  • Especialistas destacam a importância de reduzir o tráfico para a sobrevivência da espécie, ressaltando a necessidade de ações em toda a cadeia de consumo, fiscalização e engajamento comunitário.

No norte-nordeste de Bangladesh, dois pangolins chineses resgatados no tráfico foram soltos na natureza para retornar à vida selvagem. As liberações fazem parte de um programa na reserva florestal de Lawachara, com monitoramento por radiofrequência. A operação busca entender comportamento, sobrevivência e uso de tocas.

Os animais, uma fêmea capturada em outubro de 2025 e um macho em janeiro de 2026, foram levados ao Jankichara Wildlife Rescue Centre, administrado pela Creative Conservation Alliance (CCA). Vinte e quatro horas após a hidratação, ganharam rastreadores VHF.

Antes da liberação, veterinários checaram ferimentos, desidratação e estresse. Os pangolins receberam alimentação natural, como formigas, na primeira fase de adaptação ao ambiente. A equipe acompanhou os animais do crepúscio ao amanhecer.

Monitoramento e aprendizados

A equipe mapeou tocas, instalou armadilhas fotográficas e reduziu o rastreamento noturno após a primeira semana. O conjunto de dados aponta que seis pangolins selvagens vivem na área de liberação, que abrange cerca de 1.250 hectares.

Durante o monitoramento, cães e visitantes observaram que as espécies costumam usar tocas antigas. Isso sugere que a contagem de populações não pode depender apenas de sinais visuais, exigindo métodos combinados de estudo.

As imagens mostram integração dos animais com a fauna local, incluindo morcegos, cobras e tartarugas. Observações indicam que pangolins ajudam no controle de formigas e cupins, reforçando seu papel ecológico na floresta.

Desafios e perspectivas

Especialistas ressaltam a importância de monitoramento pós-liberação para entender trajetos, uso de habitat e comportamento. Bangladesh é laboratório crucial para o estudo da espécie, dada a pressão de habitat e densidade populacional.

Embora o estudo em Lawachara seja relevante, especialistas alertam sobre limitações: animais confiscados podem não representar a natureza das populações estáveis. A redução da caça continua sendo prioridade para a sobrevivência do pangolim.

A operação da CCA não encerra esforços: prevê novas liberações em áreas remotas com proteção ambiental menos rígida. A meta é ampliar a proteção, reduzir a caça e fortalecer parcerias com comunidades locais.

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