- Em 8 de dezembro de 2025, o Telescópio Haystack de 37 m retomou observações de ponta em astronomia, usando VLBI para mapear o jato central do buraco negro de M87 (M87*).
- A campanha envolve o Very Long Baseline Array (VLBA) e o Greenland Telescope (GLT), buscando entender a estrutura em grande escala do jet e como a energia se propaga além da vizinhança do buraco negro.
- O projeto já contou com melhorias desde 2010 a 2014 e, desde 2015, recebeu apoio da National Science Foundation para modernizar análise de dados e processamento de sinais, com financiamentos adicionais em 2019 pelo programa ngEHT.
- Pesquisadores do MIT planejam usar o telescópio para medir objetos do sistema solar, como asteroides, e para buscar moléculas orgânicas complexas no espaço, ampliando o alcance científico da instituição.
- Interns de graduação já atuam no Haystack, contribuindo para sistemas de controle e algoritmos de análise de dados, em um esforço de treinamento prático para a próxima geração de astrônomos.
O Observatório Haystack do MIT anunciou o retorno do Telescópio Haystack de 37 metros à pesquisa astronômica de primeira linha. A reativação ocorre após um longo período de aperfeiçoamentos estruturais e tecnológicos, com foco em observações de rádio e micro-ondas. O marco atual reaproxima o instrumento de sua missão científica e educativa.
No dia 8 de dezembro de 2025, cientistas do Haystack observaram o sistema de buraco negro no centro da galáxia Messier 87 (M87) usando interferometria de base muito longa (VLBI). A meta é mapear estruturas de jato energético que se estendem a milhares de anos-luz, em colaboração com redes globais de telescópios.
As observações conectaram o Haystack 37m aos telescópios VLBA e Greenland Telescope, ampliando a resolução para estudar o jato de M87*. Campanhas anteriores do Event Horizon Telescope já imagearam a sombra do buraco, enquanto o novo esforço observa o jato em escalas maiores.
Retorno à missão científica
A sensibilidade do Haystack permite detectar emissões fracas ao redor de M87*, contribuindo para filmes multifrequência do jato. A iniciativa é liderada por pesquisadores de MIT e envolve parceiros internacionais, ampliando o conhecimento sobre a física de buracos negros.
A equipe destaca que o telescópio, agora com melhorias, oferece novas possibilidades de ensino e treinamento prático para estudantes. Os projetos utilizam o Haystack para investigar formação de estrelas, planetas e a defesa Planetária do MIT.
Novas linhas de pesquisa no Haystack
O equipamento restaurado terá aplicações na medida de tamanhos e formas de asteróides, alinhando-se ao MIT Planetary Defense Project. Também há planos para buscar moléculas orgânicas complexas no espaço, contribuindo para entender a origem dos precursores da vida.
Segundo o diretor do programa de astronomia do Haystack, o telescópio facilita o treinamento de uma nova geração de astrônomos. A colaboração com laboratórios e universidades fortalece a infraestrutura de pesquisa e de educação em Massachusetts.
Impacto e financiamentos
O retorno foi viabilizado por décadas de trabalho contínuo, com apoio público e privado. Financiamentos da NSF entre 2015 e 2019 subsidiaram modernizações e a construção de sistemas de processamento de dados. Doações privadas também contribuíram para o avanço tecnológico.
O projeto de observação de M87 recebeu suporte adicional de projetos do Smithsonian Astrophysical Observatory e do ngEHT, permitindo a integração de um back end digital de última geração. As melhorias foram concluídas com recursos do Jarve Seed Fund para Inovação Científica.
Contexto e continuidade
Pesquisadores afirmam que as observações de M87 com o Haystack ampliam a compreensão de como a energia se transporta pelo jato fora da vizinhança do buraco negro. Os resultados pretendem esclarecer o papel dos buracos negros no desenvolvimento de galáxias ao longo do cosmos.
O Haystack integra-se a uma rede internacional de telescópios para mapear estruturas cósmicas em escalas cada vez maiores. A instituição pretende manter o avanço tecnológico e científico com apoio contínuo de fontes públicas e privadas.
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