- O asteroide 2026 JH2, com diâmetro estimado entre quinze e trinta e cinco metros, passará a cerca de noventa e um mil quilômetros da Terra na noite de segunda-feira, 18 de maio.
- A aproximação ocorre a apenas vinte e quatro por cento da distância média entre a Terra e a Lua, sem risco de colisão.
- O objeto é classificado como um asteroide próximo da Terra do tipo Apollo e foi descoberto no domingo, dia dez de maio, pelo Mount Lemmon Survey.
- A maior aproximação acontece às 18h23, horário de Brasília, com o asteroide ficando visível a olho nu apenas para observadores com céu limpo, por breves instantes.
- A observação poderá ser acompanhada ao vivo pelo Virtual Telescope Project, que transmitirá imagens durante a aproximação máxima.
O asteroide 2026 JH2, com diâmetro estimado entre 15 e 35 metros, atravessará perto da Terra na noite de segunda-feira, 18 de maio. Ele passará a cerca de 91 mil quilômetros do planeta, aproximadamente 24% da distância média da Terra à Lua. Em termos astronômicos, é a aproximação mais próxima sem colisão já observada.
O objeto foi descoberto neste domingo, 10 de maio, pelo Mount Lemmon Survey, nos Estados Unidos. Dois dias depois, o Minor Planet Center confirmou a descoberta e atribuiu o nome provisório ao asteroide. Observatórios ao redor do mundo vêm refinando as órbitas desde então.
A maior aproximação acontece às 18h23, no horário de Brasília. Antes disso, o 2026 JH2 passará relativamente perto da Lua. Trata-se de um NEO, ou seja, um objeto próximo da Terra, classificado como asteroide Apollo, que cruza a trajetória do nosso planeta.
Observação e riscos
A aproximação lembra que asteroides menores ainda podem surgir repentinamente perto da Terra. Grandes, com mais de um quilômetro, já estão amplamente catalogados, mas os menores continuam difíceis de localizar.
Quando foi identificado, o 2026 JH2 apresentava magnitude aparente de 21, tornando-o desafiador de observar. A medida tende a subir para 11,5 à medida que se aproxima, tornando possível a visualização com telescópios comuns, em céu limpo.
Segundo a Nasa, asteroides desse porte costumam se desintegrar na atmosfera, mas isso não elimina o risco de danos localizados. O tamanho aproximado é comparável ao do Meteoro de Chelyabinsk, ocorrido em 2013 na Rússia.
Os especialistas não estabelecem risco de colisão, pois a trajetória já é bem definida. Caso atingisse a Terra, o evento seria de alto impacto, mas as estimativas indicam passagem segura. A comunidade científica segue monitorando o objeto.
Transmissão ao vivo e observação
Observatórios e programas de vigilância mantêm o céu sob vigilância constante. O objetivo é catalogar novos objetos e estimar trajetórias com rapidez. Sistemas automatizados atualizam dados em tempo real.
Para interessados, o Virtual Telescope Project transmitirá imagens do 2026 JH2 durante a aproximação máxima. A transmissão começa após o momento de maior proximidade, com a observação desafiadora pela rápida travessia.
Quem desejar observar por conta própria pode usar aplicativos de astronáutica. O Stellarium, por exemplo, já atualizou seu banco de dados para rastrear o asteroide após a última recalibração.
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