- Um especialista alemão, Christof Metzger, afirma que o retrato do pai de Albrecht Dürer, exibido na National Gallery de Londres, é autêntico, datando-se o quadro de 1497. A instituição discorda, considerando-o uma cópia de um original perdido da segunda metade do século XVI.
- Metzger publicou o catálogo raisonné completo de Dürer, defendendo a autenticidade de The Painter’s Father e elogiando a técnica do retrato, apesar das condições não ideais da obra.
- A National Gallery mantém que o retrato é uma cópia posterior a Dürer, feita por outra mão, e que o original pode ter existido, com o quadro chegando à Inglaterra entre 1636 e 1637.
- Em outra parte, Metzger questiona a identificação de Portrait of a Venetian Woman do Kunsthistorisches Museum, sugerindo que a obra seja Florentine e datada de 1495 a 1500, não veneziana, o que implicaria uma redatação de Dürer.
- A proposta de redatação levantada pode exigir revisão da cronologia da produção de Dürer; o museu de Viena ainda afirma que a pintura florentina não é comprovadamente de Florença e que o retrato de 1505 pode ter sido alterado, mantendo a visão de que é veneziano.
O retrato do pai de Albrecht Dürer, exibido na National Gallery, em Londres, é, segundo um importante estudioso alemão, autêntico. Christof Metzger afirma que The Painter’s Father é uma obra do mestre, datada de 1497.
A National Gallery contesta a conclusão e sustenta que a pintura é uma cópia “após” um original perdido, criada na segunda metade do século XVI, décadas após a morte de Dürer. A instituição aponta problemas de conservação e técnica como indicativos dessa leitura.
A obra, que retrata o pai de Dürer, viveu uma longa trajetória de museu. O retrato chegou à Inglaterra entre 1636 e 1637, foi oferecido à época pela cidade de Nuremberg e adquirido pela galeria em 1652. Hoje, não está em exibição.
Autorias e novas datas
Metzger, curador de arte alemã da Albertina, publicou um catálogo raisonné com 800 páginas defendendo a autenticidade. O pesquisador sustenta que a qualidade da pincelada e a técnica de douragem comprovam a mão do Mestre.
Já Susan Foister, ex-curadora da galeria, argumenta que a superfície de pintura apresenta fissuras típicas de restauro e desgaste. Ela afirma que o rosto e os detalhes do cabelo mostram sinais indicativos de uma cópia posterior, não de Dürer.
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