- O pier reimaginado de St Kilda levou o medalha de arquitetura vitoriana, além do Prêmio Dimity Reed Melbourne e do Prêmio Joseph Reed de design urbano, na edição de 2026.
- O projeto de 53 milhões de dólares, redesenhado pelo Jackson Clements Burrows Architects com a Site Office Landscape e AW Maritime, foi reconhecido como o melhor do ano.
- Os jurados destacaram o equilíbrio entre turistas, moradores, pescadores, ferries e até a colônia de pinguins que vive no píer.
- Outros destaques incluem a transformação do Sunbury Hospital para um polo comunitário de artes e cultura, premiado em categorias de patrimônio e arquitetura de interiores.
- Também foram premiados 65 Dover Street (Cremorne) em arquitetura comercial e o Edmundo Rice Center (Emmanuel College) em arquitetura educacional, entre outros reconhecimentos.
A reinterpretação do píer de St Kilda somou novos prêmios ao seu histórico de reconhecimentos. O projeto de US$ 53 milhões, desenvolvido pelo Jackson Clements Burrows Architects, em parceria com Site Office Landscape e AW Maritime, levou a medalha de arquitetura vitoriana no 2026 Australian Institute of Architects.
A cerimônia destacou ainda o Dimity Reed Melbourne prize e o Joseph Reed award para design urbano. Em março, o píer foi co-vencedor na categoria resultados de construção no Urban Design Awards nacionais, consolidando a atuação do conjunto em design centrado na comunidade.
O júri elogiou o equilíbrio entre a utilização turística, a vida local, os pescadores, os ferries e até a colônia de pinguins residente no local. O resultado, segundo os avaliadores, revela uma infraestrutura complexa que se torna um espaço de convivência social e lúdico, sem abrir mão da função pública.
Transformação de espaços institucionais em comunidades
Entre os projetos premiados, a renovação do Sunbury Lunatic Asylum, hoje Sunbury community arts and cultural precinct, recebeu o John George Knight award de patrimônio e o de arquitetura de interior. A intervenção mostrou uso adaptativo de um complexo institucional para fomentar encontros.
Os jurados destacaram a habilidade de transformar espaços que antes limitavam a interação humana em ambientes de convivência, valorizando a narrativa histórica do local. A equipe envolvida foi Architecture Associates com Openwork.
Relevância de usos criativos em áreas urbanas
Em Cremorne, o Campo 65 Dover Street, do Fieldwork, ganhou o prêmio Sir Osborn McCutcheon de arquitetura comercial. O projeto integra espaço de lazer no topo com uma quadra de basquete em meio a áreas de trabalho, elevando o padrão para edifícios dessa escala.
O júri ressaltou a resposta elegante e sutil do projeto ao terreno, destacando a combinação entre funcionalidade e estética. O resultado estabelece referência para uso criativo de áreas urbanas de menor densidade.
Educação e moradia com foco em sustentabilidade
Na categoria educacional, o Edmund Rice Centre, em Emmanuel College, assinado pela Baldasso Cortese, recebeu o Henry Bastow award. A construção em Warrnambool, com revestimento Colorbond vermelho, organiza-se em três domínios de aprendizagem ao redor de um pátio central.
No segmento residencial, a Palmares Street, de Robert Simeoni Architects, em Carlton, levou os prêmios de patrimônio e de alterações. Os julgadores elogiaram a reformulação contida de um hotel do século XIX, superando custos e escassez de materiais.
Novos padrões em construções contemporâneas
Para novas edificações, o Edition Offices levou o Harold Desbrowe Annear award com a House in a Garden. A estrutura elevada de madeira se insere no cenário do platô de Birrarung, proporcionando imersão paisagística cuidadosamente coreografada.
Essas premiações reforçam a tendência de reutilização inteligente de espaços subutilizados e a integração de natureza, acolhimento comunitário e eficiência construtiva em projetos de arquitetura na região.
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