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Casarão dos anos 1930 vira nova sede da Pinakotheke em São Paulo

Casarão de 1930 ganha nova sede da Pinakotheke em São Paulo, com pavilhão de aço corten, ampliando o espaço expositivo para 180 m²

Luciano Dalla Marta na escada que atravessa os três andares do casarão onde fica a nova sede da Pinakotheke SP
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  • Casarão de 1930, localizado no fim da Avenida Paulista, 246 da Rua Minas Gerais, em Higienópolis, foi restaurado e reabriu em maio como a nova sede da Pinakotheke em São Paulo.
  • O projeto de Luciano Dalla Marta uniu restauração de elementos originais com um pavilhão contemporâneo de aço corten ao lado da casa, sem tocá-la.
  • A área expositiva passou a 180 m², funcionando como galeria próxima a outros espaços culturais e ampliando o circuito de artes da capital.
  • A primeira mostra no novo espaço, Surrealismos: Arte para Além da Razão, fica em cartaz até 15 de agosto, com obras de Picasso, Dalí, Magritte, Chagall, Miró, Tarsila do Amaral e Maria Martins; entrada gratuita.
  • O prédio abriga ainda escritório, biblioteca com mobiliário de destaque e uma sala que recebe um café temporário em parceria com a Orfeu; a escada de mármore original e o guarda-corpo de serralheria foram preservados ou recuperados.

O casarão dos anos 1930, localizado no fim da Avenida Paulista, ganhou uma nova configuração como sede da Pinakotheke em São Paulo. O projeto transformou a residência em uma galeria com duas áreas expositivas de 180 m², integrando um pavilhão contíguo em aço corten. A obra ocorreu após cerca de um ano de restauração.

O responsável pelo projeto é o arquiteto Luciano Dalla Marta, da LDM Arquitetura. Ele buscou conciliar a conservação de elementos originais com uma estrutura contemporânea, mantendo a identidade histórica do imóvel ao mesmo tempo em que ampliava as possibilidades de mostra.

A Pinakotheke, que antes ocupava o Morumbi há 24 anos, passa a estar mais próxima do circuito de artes de São Paulo, perto de instituições como MASP e Instituto Moreira Salles. A instituição brasileira de pesquisa, preservação e divulgação da arte organiza exposições, publicações e uma editora própria.

Desafios da restauração

A reforma envolveu uma reconstrução interna para atender normas de segurança e estrutura. Pisos originais foram retirados e substituídos; houve reforços metálicos em toda a casa. A equipe chegou a demolir parte de paredes para consolidar a estrutura.

Durante o restauro, serralheria, caixilhos e a copa passaram por restauração cuidadosa. Algumas peças originais, como caixilhos de pinho de riga encontrados na antiga copa, foram recuperadas graças à resistência da madeira. A escada de mármore, preservada, atravessa os três pavimentos.

A partir de desenhos da década de 1960, próximos da configuração original, a equipe recriou elementos da casa. Também houve depoimento de morador que viveu o casarão na infância, servindo de referência para a reconstituição.

Novo conceito de espaço

O projeto de interior privilegia o circuito expositivo, conferindo à casa a atmosfera de uma coleção privada. O pavilhão independente, em aço corten, funciona como espaço multiuso, com objetivo de criar encontro e diálogo entre visitantes e obras.

O pavilhão abriga um café temporário em parceria com a Orfeu, com um microlote dedicado ao Surrealismo. Do local, é possível contemplar o pôr do sol e incentivar a permanência do público além das salas.

Luciano ressalta que a arquitetura atua para sustentar a arte, sem competir com ela. A ideia é receber o público, mantendo a casa como instituição em funcionamento e oferecendo um toque contemporâneo que a conecte ao momento atual.

A nova Pinakotheke fica na Rua Minas Gerais, 246, Higienópolis, em São Paulo. O horário de funcionamento varia conforme o dia, com visitas de segunda a sexta e horários especiais aos sábados e feriados. Fontes de referência para a reforma destacam a integração entre história e contemporaneidade, mantendo o patrimônio vivo.

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