- Maíra Cardi relembra abusos vividos na juventude, incluindo estupro e incidentes envolvendo um antigo patrão, dizendo ter “ficado em cativeiro”.
- Ela buscou apoio policial após registrar ameaças e violência, mas contou que o delegado afirmou que “briga de marido e mulher não se mete a colher”.
- A experiência levou Maíra a deixar São Paulo e morar em Mato Grosso, época em que decidiu se defender e falar por si mesma.
- Ela também relatou condutas invasivas de um antigo chefe de televisão, que eram feitas diante de outras pessoas, e afirmou ter sido desacreditada ao tentar impor limites.
- A empresária afirma que, no passado, não comentava o tema por constrangimento, mas hoje considera importante abrir esse diálogo para mulheres de gerações anteriores.
Maíra Cardi relembrou abusos vividos no passado durante participação no podcast Papo Íntimo. A influenciadora descreveu situações de violência que teriam ocorrido ao longo da juventude, inclusive um episódio envolvendo um antigo patrão e um relacionamento abusivo aos 19 anos. Ela afirmou ter passado por momentos extremamente fortes, incluindo uma experiência que classificou como cativeiro.
Ao contar sobre o histórico de violência, Maíra disse que resolveu procurar a polícia após registrar ameaças e agressões. Segundo ela, a resposta inicial não foi favorável, com orientação de que conflitos entre casal não deveriam receber intervenção. A empresária ressaltou que o caso ocorreu há cerca de 25 anos, antes de avanços nas discussões sobre violência contra a mulher.
A comentarista revelou que decidiu deixar São Paulo e se mudar para Mato Grosso, seguindo conselhos de pessoas perto de si. Ela afirmou sentir a necessidade de se defender, falar sobre o que ocorreu e impor limites, o que acabou mudando a sua visão de vida e de si mesma.
Abusos na juventude
Maíra relatou ainda uma situação envolvendo um ex-chefe de uma emissora de televisão. Embora não tenha citado nomes, descreveu atitudes invasivas com funcionárias na presença de outras pessoas, com aproximações impróprias. Segundo ela, o comportamento era tratado como comum no ambiente de trabalho, o que dificultava a reação das vítimas.
A empresária destacou que, ao tentar impor limites, foi descredibilizada e tratada como problemática. Ela contou que precisou resistir a pressões para evitar que o episódio fosse internalizado como aceitável. A experiência, conforme afirmou, afetou a forma como lida com o ambiente profissional.
Importância da voz feminina
Maíra afirmou que antes não havia falado publicamente sobre o tema por considerar o assunto constrangedor. Hoje, no entanto, acredita ser relevante trazer à tona relatos de mulheres de gerações anteriores. Ela destacou que o ambiente atual oferece mais espaço para a expressão e para buscar apoio.
A candidata a influenciadora reiterou que a discussão de violência contra a mulher não deve ser tabu e que relatos como o dela podem incentivar outras pessoas a buscar ajuda. Não houve apresentação de conclusão ou opinião adicional; o foco permanece na descrição factual dos acontecimentos.
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