- Ronald dela Rosa, ex-chefe da polícia e procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, fugiu do prédio do Senado na noite de quarta-feira após tiroteio e protestos.
- O senador apareceu no Senado para apoiar a eleição de Alan Peter Cayetano como presidente do Senado, mas foi perseguido por guardas e escapou por uma saída de incêndio em um SUV.
- Disparos dentro do Senado provocaram correria de jornalistas e reforço de segurança; a cena alimentou críticas à Casa e ao governo.
- A disputa política envolve Sara Duterte e Ferdinand Marcos Jr.; analistas dizem que o governo parece fraco e incompetente diante das tentativas de prender Dela Rosa.
- Dela Rosa permanece desaparecido; Cayetano concedeu custódia protetiva, e o desfecho depende de decisão do Supremo Tribunal.
Ronald dela Rosa, senador e ex-chefe da polícia, está foragido após fugir do prédio do Senado nas Filipinas durante uma sequência de tentativas de prisão ordenadas pelo Tribunal Penal Internacional. A operação envolveu agentes de segurança, protestos e troca de tiros, culminando com a evasão do político.
Nas últimas 72 horas, a presença de Dela Rosa no Senado atraiu protestos de apoiadores e críticas à condução da prisão pela polícia e pela segurança legislativa. O Senado concedeu proteção ao senador, em meio a questionamentos sobre a legalidade das ações de segurança.
A intensa movimentação começou na segunda-feira, quando autoridades passaram a buscar o congressista sob ordem do ICC, que o acusa de crimes contra a humanidade por sua atuação durante a chamada guerra às drogas. O caso envolve disputas entre o presidente Ferdinand Marcos Jr e Sara Duterte, vice-presidente.
Dela Rosa apareceu de surpresa no plenário para apoiar a eleição de um aliado de Duterte para a presidência do Senado. Em seguida, houve uma perseguição pelas dependências, com o senador fugindo pelo prédio sob tumulto, segundo relatos da imprensa.
De acordo com fontes, o senador foi cercado por agentes durante a fuga, mas conseguiu sair do edifício por meio de uma saída de incêndio, em uma rota que o conduziu a uma caminhonete com outro aliado de Duterte. A identidade dos ocupantes não foi oficialmente confirmada.
O presidente Marcos Jr. respondeu ao episódio afirmando que o governo respeita decisões judiciais, incluindo uma ordem de corte relacionada ao caso Dela Rosa. Analistas avaliam o episódio como indicador de fragilidade institucional e da disputa de poder entre aliados de Duterte.
Especialistas divergem sobre a motivação do governo. Enquanto alguns apontam erro de coordenação, outros veem manobras para evitar danos de imagem e manter apoio político, especialmente entre setores militares. A oposição sustenta que houve falha na atuação institucional.
Sara Duterte, por sua vez, tem mantido alta popularidade em sondagens, e a recente reorganização do Senado favorece a posição de aliados. Observadores indicam que a tensão entre as dinâmicas presidenciais pode influenciar futuros desdobramentos legislativos.
O paradeiro de Dela Rosa permanece desconhecido, com a possibilidade de novas movimentações públicas ou privadas. Autoridades reiteram que continuam buscando o senador e que não houve definição de data de nova tentativa de prisão.
Entre na conversa da comunidade