- O plano de investimento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, previa cotas entre US$ 500 mil e US$ 1,1 milhão, com a promessa de uma “oportunidade de imigração” nos Estados Unidos para quem investisse a cota mais alta.
- O retorno para investidores seria o valor investido acrescido de 20%, e o lucro restante seria dividido 50% entre investidores e produtores após quitar pagamentos.
- O filme apresentava três cenários de receita global: US$ 45 milhões, US$ 70 milhões e US$ 100 milhões.
- O deputado cassado Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do projeto, conforme contrato assinado em 30 de janeiro de 2024, e participou da captação de recursos ao lado de Mário Frias.
- A Polícia Federal investiga se recursos repassados para financiar Dark Horse foram usados para despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, e se o dinheiro destinava-se à produção ou apenas validava pagamentos para despesas do filho no exterior.
O plano de investimento de um filme sobre Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse, previa venda de cotas entre 500 mil e 1,1 milhão de dólares. O objetivo era captar recursos para a produção e oferecer uma promessa incomum no cinema: uma possível imigração nos Estados Unidos para investidores do pacote mais caro.
Segundo o Intercept Brasil, o contrato indicava um atalho para obtenção de visto de residência permanente nos EUA. O retorno esperado aos investidores seria o valor investido acrescido de 20%, com o lucro líquido dividido entre investidores e produtores após as despesas.
O que se sabe até agora aponta que o filme contaria com Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo, ao lado de Mário Frias. Flávio Bolsonaro também aparece como envolvido, conforme o contrato, com a GoUp Entertainment responsável pela produção.
Envolvidos e validação das informações
A TV Globo confirmou as informações divulgadas pelo Intercept Brasil. A publicação descreve que a função dos envolvidos era colaborar com a captação de recursos e a identificação de incentivos e patrocínios. O documento também cita atividades estratégicas de financiamento do filme.
Investigações em curso
A Polícia Federal investiga a possível utilização de recursos repassados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o Dark Horse. A linha de apuração busca entender se o dinheiro financiou o filme ou despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Vorcaro está detido em Brasília.
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