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Andrew Jefford sobre Rioja e por que valoriza esses vinhos

Andrew Jefford destaca Rioja: vinhos magníficos que combinam delicadeza, generosidade e estrutura, em meio a mudanças climáticas e estilos em evolução

Brinas in Rioja, shown alongside andrew jefford decanter column
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  • Celebração centenária da denominação de origen de Rioja ocorreu em fevereiro de 2026, destacando que a certificação foi concedida em 6 de junho de 1925, mais de dez anos antes das appellations francesas.
  • Rioja é região de grande altitude: a média de elevação de vinhedos é 495 metros, com muitos acima de 900 metros, em vinhedos em terraços sobre o vale do rio Ebro.
  • Área total de vinhedos é de 66.639 hectares, com cerca de 30% de vinhedos velhos (35 anos ou mais) e 600 parcelas (182 hectares) certificadas como centenárias.
  • O crítico Andrew Jefford elogiou os vinhos de Rioja, destacando a combinação de delicadeza com generosidade e estrutura, além da apreciação durante um jantar de gala com várias safras.
  • A mudança climática leva produtores a repensar localização, colheita e equilíbrio; o uso de carvalho (incluindo americano) permanece bem-sucedido em cortes Tempranillo, apesar das discussões sobre estilos.

O jornalista Andrew Jefford comenta, em uma coluna recente da Decanter, a celebração centenária da Denominación de Origen Rioja. O evento em homenagem ao reconhecimento da região ocorreu em fevereiro de 2026, marcando o centésimo aniversário desde 6 de junho de 1925. O texto analisa o que torna os vinhos de Rioja “magníficos” e a relação entre gentileza, generosidade e estrutura.

Jefford chegou vindo de Bilbao, numa viagem pelas montanhas. O tempo esteve chuvoso, com névoa entre as parcelas encharcadas. Em dias de sol, o céu criou contrastes com nuvens azuis, revelando Rioja como uma região de grande altitude.

A geografia de Rioja é descrita com detalhes: o vale se insinua pelo Ebro, as vinhas estão em terrasses, com elevação média de 495 metros. Aproximadamente 30% das vinhas têm mais de 35 anos, e 600 parcelas, equivalentes a 182 hectares, são certificadas como centenárias. As vinhas velhas produzem vinhos saudáveis e de caráter contido.

Degustação e hospitalidade

Os vinhos apresentados na manhã seguinte, segundo o texto, impressionaram pela qualidade, com degustações generosas e de grande prazer sensorial. A organização proporcionou pacotes de taças amplas, que permitiram observar a diversidade de estilos dentro da região. A hospitalidade foi destacada como um diferencial, comparável apenas a outras grandes regiões do mundo em termos de cordialidade.

Estilos, clima e futuro

O artigo ressalta a tese de que Rioja não é estática: a figura de Pedro Ballesteros Torres MW aponta a necessidade de acrescentar adjetivos aos rótulos para descrever as mudanças de estilo. A mudança climática tem levado produtores a repensar locais, colheitas e equilíbrio. A relação entre carvalho, inclusive americano, e vinhos jovens à base de Tempranillo continua bem-sucedida em Rioja, mesmo diante da evolução das práticas.

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