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Iberostar corta hotéis em Cuba por sanção dos EUA e pressiona Meliá

Iberostar encerra gestão de doze hotéis em Cuba por risco de sanções dos Estados Unidos, pressionando a Meliá

Azotea de uno de los hoteles de Iberostar en Cuba, en una imagen cedida por la compañía.
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  • Iberostar deixará de administrar doze hotéis em Cuba que pertencem à Gaesa, via a subsidiária Gaviota, a partir de 1º de junho de 2026, conforme comunicado ao operador Sudameria.
  • A decisão ocorre em meio à ameaça de sanções dos Estados Unidos a empresas com negócios com Gaesa.
  • Os hotéis afetados incluem Iberostar Grand Packard, Iberostar Selection Ensenachos, Iberostar Coral Ensenchos, Iberostar Selection Holguín, Iberostar Coral Holguín, Iberostar Selection Esmeralda, Iberostar Coral Esmeralda, Iberostar Selection La Habana, Iberostar Origin Bella Vista Varadero, Iberostar Origin Laguna Azul, Iberostar Origin Playa Pilar e Iberostar Origin Playa Alameda.
  • Os outros seis hotéis seguirão operando por meio de alianças com Cubanacán e Gran Caribe, grupos vinculados ao governo cubano, sem ligação com Gaesa.
  • A medida aumenta a pressão sobre Meliá, que encara incertezas e já opera com metade de seus hotéis em Cuba sem demanda; há risco de perder cerca de dezessete mil quartos e impactos na reputação e na cotação de ações.

Iberostar anunciou a saída de 12 hotéis em Cuba, geridos anteriormente pela Gaesa por meio da sua afiliada Gaviota. A decisão ocorreu após pressão de sanções dos EUA e foi comunicada ao operador argentino Sudameria, que atua como fornecedor na ilha. A empresa confirmou que deixará de operar parte de seu portfólio no país.

Os hotéis afetados, todos sob gestão de Gaviota, incluem opções em Havana, Holguín, Ensenachos e Varadero, entre outros. Doze propriedades saem de operação, enquanto seis permanecem com gestão aliada a Cubanacán e Gran Caribe, grupos vinculados ao governo cubano.

A medida ocorre em meio a um contexto de incerteza para o setor. A outra maior operadora espanhola presente em Cuba, Melia, tem mantido cautela diante do possível impacto regulatório e da demanda, com abordagem neutra sobre o futuro no país.

Contexto financeiro e setorial

A retirada de Iberostar eleva a pressão sobre Melia, que detém o maior número de ativos em Cuba entre as associadas espanholas. A empresa não se pronunciou sobre planos imediatos, diante da volatilidade operativa provocada por falhas de fornecimento, casos de apagões e restrições de voos.

Historicamente, o peso de Cuba nas contas globais de Melia tem sido relevante. Em anos anteriores houve redução de ativos e empregos na ilha, com impactos nas receitas e no EBITDA da empresa, que já observaram quedas proporcionais à demanda local.

Cenário de mercado e sinais futuros

O turismo cubano enfrenta desaceleração por fatores como cortes de voos, restrições de fornecimento e incerteza regulatória. Em paralelo, outras redes estrangeiras também suspenderam operações, ressaltando o papel das decisões políticas na ocupação hoteleira do país.

Brasil. Internacionalização e impacto financeiro permanecem incertos para o setor, com empresas avaliando consequências de longo prazo para suas estratégias globais e para a reputação frente aos investidores.

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