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Vídeo de enfermeiras de Sydney com comentários antissemitas é retirado do caso

Vídeo de duas enfermeiras de Sydney com comentários antissemíticos é considerado inadmissível, impactando a estratégia da acusação para o julgamento ao fim de agosto

Ahmad Nadir is one of two Sydney nurses due to face trial at the end of August.
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  • Dois enfermeiros de Sydney, Ahmad Nadir, 28, e Sarah Abu Lebdeh, 27, são acusados de ameaçar e ofender ao dizer que não tratariam pacientes israelenses e de ameaçar violência.
  • Um vídeo da conversa com o influenciador israelense Max Ilinsky, conhecido como Max Veifer, foi considerado inadmissível como evidência no julgamento, que ocorre no fim de agosto.
  • O juiz Michael McHugh determinou que as imagens gravadas e outras gravações não poderão ser usadas nos julgamentos dos requerentes.
  • Os advogados argumentaram que as gravações ocorreram sem consentimento, configurando invasão de privacidade no Hospital Bankstown, no sudoeste de Sydney.
  • A gravação foi feita em ChatRoulette, em 2025, cujo uso é alvo de debate sobre privacidade e publicação já ampla na internet e mídia.

A video de duas enfermeiras de Sydney, Ahmad Nadir, 28, e Sarah Abu Lebdeh, 27, alegadamente proferindo comentários anti-semitas a um influenciador israelense foi desconsiderado como prova em participação futura no julgamento. Eles se declararam não culpados de ameaçar e ofender, com suposta recusa de atendimento a pacientes israelenses e ameaça de violência.

O caso segue para julgamento no fim de agosto, no Downing Centre District Court, em Sydney. O juiz Michael McHugh determinou que o vídeo e outras gravações da conversa não podem ser admitidos como evidência.

Entre os motivos para a decisão, o magistrado levou em conta a eventual invasão de privacidade, já que as gravações teriam ocorrido sem consentimento no Bankstown Hospital, na região sudoeste de Sydney. Além disso, citou a ampla divulgação pública do material pela internet e pela mídia.

Contexto e evidência

O vídeo foi gravado por Max Ilinsky, conhecido como Max Veifer, durante uma conversa na plataforma ChatRoulette em 2025. A ferramenta conecta pessoas de forma aleatória para conversas, o que complica a avaliação de expectativas de privacidade.

Defesa e acusação também discutiram a natureza do conteúdo. O representante da defesa sustentou que as gravações violaram a privacidade dos réus, enquanto o Ministério Público argumentou que a natureza aleatória da ligação torna a privacidade menos protegida do que em conversas privadas entre amigos. A importância da prova para o caso foi considerada maior do que as questões sobre a obtenção da gravação.

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