- O promotor-geral recebeu pedido para revisar a sentença considerada “unduly lenient” (exageradamente branda) de Paul Quinn, condenado pelo estupro em Salford em 2003, com pena mínima de 14 anos.
- Quinn pode cumprir menos tempo do que Andrew Malkinson, que estourou 17 anos na prisão até ter a condenação anulada em 2023.
- Yasmin Qureshi, deputada trabalhista, escreveu ao attorney general, Richard Hermer, pedindo que o caso seja encaminhado à corte de apelação.
- O juiz Bright, no tribunal de crown de Manchester, fixou pena máxima de 21 anos, com elegibilidade à liberdade condicional após 14 anos; não houve sentença de prisão perpétua.
- A vítima, caminhando para casa na madrugada de 19 de julho de 2003, sofreu estrangulamento, estupro e lesões graves; Quinn foi considerado com mudança de comportamento desde 2017.
O funcionário público mais alto do direito britânico foi solicitado a rever a sentença de Quinn, considerado “unduly lenient” para um estupro cometido em Salford em 2003. A análise é coordenada pelo Procurador-Geral, após questionamentos sobre a pena.
Paul Quinn foi condenado, na semana passada, a cumprir no mínimo 14 anos de prisão. O juiz proferiu uma pena máxima de 21 anos, com possibilidade de liberdade condicional aos 14 anos. A decisão ocorreu no Manchester Crown Court.
O crime aconteceu na madrugada de 19 de julho de 2003, quando a vítima seguia para casa. O juiz descreveu o ataque como um dos mais graves da violência contra mulheres já registradas na região, com sequestro e agressões severas.
A condenação de Quinn gerou controvérsia porque Malkinson, que foi injustamente preso pelo mesmo caso, passou 17 anos na cadeia até a sua absolvição em 2023. Malkinson, hoje com 60 anos, criticou a sentença, afirmando que Quinn recebeu tratamento mais brando.
A deputada trabalhista Yasmin Qureshi enviou uma carta ao Procurador-Geral, solicitando que o caso seja encaminhado a uma instância de apelação caso a pena seja considerada muito branda. A parlamentar destaca a gravidade do crime e a demora na responsabilização.
Segundo o Ministério Público, a análise do pedido de revisão pode levar até 28 dias a partir do veredito de sentença. O Procurador-Geral tem poder para encaminhar a questão a uma Corte de Apelação se entender que a pena é inadequada.
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