- Daniela Klette, ex-integrante da Fração do Exército Rojo, foi condenada a 13 anos de prisão pelo Tribunal Regional de Verden por robo com agravantes, após ficar comprovado que participou de oito assaltos a furgões blindados e a supermercados entre 1999 e 2016, com saque superior a dois milhões de euros.
- Os cúmplices Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub permanecem com paradeiro desconhecido; o tribunal considerou que eles também participaram dos atentados.
- A condenação não envolve as acusações de terrorismo da RAF, que seguem em outra ação judicial pendente; parte do julgamento ocorreu em uma antiga nave de equinos adaptada para alta segurança, em Verden.
- Klette foi detida em 26 de fevereiro de 2024, em Berlim, vivendo há décadas sob a identidade falsa de Claudia Ivone; na residência foram apreendidos armas, munição, um lança-granadas de brinquedo, documentos falsos, pelucas, ouro e 240 mil euros em dinheiro.
- Durante a leitura da sentença, simpatizantes da acusada protestaram com vaias e pedidos de liberdade, levando à saída de alguns manifestantes pelas forças de segurança.
Daniela Klette, ex-integrante da RAF, foi condenada pelo Tribunal Regional de Verden a 13 anos de prisão por roubo com qualificadoras. A decisão, anunciada nesta terça, envolve crimes cometidos entre 1999 e 2016 em Baixa Saxônia e Renânia do Norte-Vestfália.
Segundo o veredito, Klette atuou acompanhada por Burkhard Garweg, de 57 anos, e Ernst-Volker Staub, de 72, ainda com paradeiro desconhecido para dois dos cúmplices. A soma do saque supera 2 milhões de euros, obtidos em ataques a furgões blindados e supermercados.
A condenação não está vinculada a acusações de terrorismo. Elas compõem outra ação judicial ainda em tramitação, na qual a defesa pleiteava absolvição. A promotoria solicitou 15 anos por tentativa de assassinato, roubo em organização e infração de armas.
Klette viveu mais de 30 anos na clandestinidade, identificada como parte da chamada terceira geração da RAF, também conhecida como Baader-Meinhoff. A detenção ocorreu em 26 de fevereiro de 2024, em Berlim, no apartamento onde residia sob identidade falsa.
A operação que levou à prisão contou com a atuação conjunta de policiais de Berlim e da Baixa Saxônia. No local, foram apreendidos armas, munição, um lançador de granadas de brinquedo, documentos falsos, perucas, ouro e cerca de 240 mil euros em dinheiro.
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