- A corte regional de Verden condenou Daniela Klette, ex-integrante da Fração do Exército Vermelho (RAF), a treze anos de prisão por roubos a mão armada cometidos entre 1999 e 2016.
- Ela era a última mulher procurada pela RAF a ser capturada, em fevereiro de 2024, em Berlim.
- O julgamento durou 14 meses sob forte segurança; a sentença envolve seis acusações de roubo qualificado com sequestro para resgate e posse de armas militares.
- Em Berlim, na casa de Kreuzberg onde viveu por cerca de 20 anos, foram encontrados arsenal, documentos falsos, perucas, ouro e 240 mil euros em dinheiro ligados às ações.
- Promotores dizem que Klette, Garweg e Staub teriam provocado mais de dois milhões de euros em saques; Garweg, Staub e outras pessoas permanecem foragidas.
Daniela Klette, ex-militante da Primavera Negra, foi condenada a 13 anos de prisão pela Justiça alemã por assaltos a mão armada cometidos durante três décadas de ocultação. O veredito foi anunciado após 14 meses de julgamento na comarca regional de Verden.
A decisão aponta seis crimes de roubo qualificado, associados a sequestro para resgate e posse de armas militares. A condenação envolve crimes praticados entre 1999 e 2016, ainda que o grupo RAF já tivesse se dissolvido.
Klette, hoje com 67 anos, ficou conhecida como a última mulher procurada do grupo extremista de esquerda. Foi presa em fevereiro de 2024 na casa dela, em Berlim, encerrando décadas de fuga.
Os promotores tinham pedido a pena máxima de 15 anos. Alegavam que Klette e dois cúmplices, Burkhard Garweg, 57, e Ernst-Volker Staub, 72, atacavam veículos de transporte de valores e supermercados em três estados alemães. Estima-se que desviaram mais de € 2 milhões.
Em Berlim, operações policiais revelaram um arsenal na casa de Kreuzberg, incluindo armas, documentos falsos, perucas, ouro e cerca de € 240 mil em dinheiro, suspeito como proveniente de golpes.
Foi encontrada DNA de Garweg e Staub na casa de Klette, inclusive em uma escova de dentes elétrica. Garweg e Staub continuam foragidos. A defesa, por sua vez, pediu absolvição, alegando falta de provas sobre participação nos assaltos.
Durante o início do julgamento, Klette rompeu o silêncio e afirmou estar sob um processo político. Ela reagiu de modo contido durante a leitura do veredito, conforme relatos locais.
Contexto: o grupo RAF, também conhecido como Baader-Meinhoff, atuou na Alemanha Ocidental nas décadas de 1970 e 1980, com ações violentas que teriam causado dezenas de mortes e muitos feridos. A organização acabou oficialmente em 1998.
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