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Chefe de polícia de Minneapolis renuncia após investigação de abuso sexual

Chefe de polícia de Minneapolis deixa o cargo após relatório indicar provável interferência na investigação, configurando quebra de confiança e substituição interina

Brian O'Hara speaks during a news conference on 10 January 2026 in Minneapolis.
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  • O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, renunciou após um relatório indicar que ele provavelmente interferiu em uma investigação de alegações de conduta sexual inadequada.
  • A decisão ocorreu após reunião com o prefeito Jacob Frey, que havia indicado O’Hara para um segundo mandato; Frey emitiu uma reprimenda por má conduta grave e avisou sobre possível demissão.
  • Frey anunciou a renúncia em coletiva na terça-feira, dizendo ter perdido a confiança na capacidade de liderança do chefe.
  • A assistente-chefe Katie Blackwell assumirá o comando interinamente até a nomeação de um substituto definitivo, com Blackwell entre as candidatas.
  • O’Hara chegou à prefeitura em 2022 para reformar o departamento, que enfrentou acusações de uso excessivo da força e discriminação; ele foi creditado por restaurar a confiança pública, embora a confiança tenha sido abalada pela investigação.

O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, renunciou na terça-feira após a divulgação de um relatório que aponta que ele provavelmente interferiu em uma investigação de conduta sexual.

O Frey informou, em coletiva, que havia imposto uma reprimenda por conduta grave e avisou sobre possível disciplina, até mesmo demissão, conforme o relatório publicado.

O relatório não confirmou alegações de relações sexuais impróprias com funcionários da cidade, mas concluiu que O’Hara deletou um contato do telefone durante uma investigação interna anterior, configurando interferência.

O prefeito disse que a confiança é fundamental para a liderança policial e que, sem ela, não é possível conduzir a corporação com eficácia.

Katie Blackwell, assistente-chefe, assumirá a liderança interina até a nomeação de um substituto permanente, e já é cotada entre as candidatas ao cargo.

O’Hara foi nomeado em novembro de 2022 com a missão de reformar a polícia de Minneapolis, em meio a imagens de quatro policiais condenados pelo caso Floyd, em 2020.

Uma investigação do Departamento de Justiça, encerrada em 2023, apontou um padrão de uso excessivo da força e discriminação contra afrodescendentes na instituição.

Frey reconheceu, na coletiva, que O’Hara ajudou a reconstruir a confiança pública, mas afirmou que a liderança precisa manter esse nível de confiança ao longo do tempo.

O prefeito ressaltou que, apesar da avaliação positiva anterior, o episódio de conduta de O’Hara comprometeu a capacidade de continuidade do cargo, segundo a correspondência enviada ao ex-chefe.

O departamento passa por um momento de transição, com a administração avaliando próximos passos para assegurar estabilidade operacional e continuidade de reformas já iniciadas.

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