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Advogado que sofreu infarto volta ao júri no caso Henry Borel

Advogado da defesa retorna ao Tribunal do Júri após infarto, com acompanhamento médico, enquanto julgamento de Henry Borel avança com várias testemunhas

Dr. Jairinho e Monique Medeiros. Fotos: Divulgação/PCRJ
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  • Advogado Fabiano Tadeu Lopes volta ao 2º Tribunal do Júri na quinta-feira, 28, para o julgamento de Henry Borel, mesmo após ter sofrido infarto há quatro dias, e assinou termo de responsabilidade com acompanhamento médico.
  • A confirmação da volta foi dada à Agência Brasil pela defesa de Dr. Jairinho; Lopes pretende retornar ao tribunal com acompanhamento médico.
  • A juíza Elizabeth Machado Louro já havia sido informada de que Lopes estava com 30% da capacidade cardiorrespiratória.
  • No terceiro dia do júri, delegados ouvidos apontaram que a versão dos réus de que a criança morreu ao cair de uma cama era falsa, e mensagens da babá indicaram que a mãe sabia das agressões.
  • Jairinho é acusado de seis crimes; Monique Medeiros responde por sete, e o júri conta com 27 testemunhas. O julgamento deve durar cerca de cinco dias.

Fabiano Tadeu Lopes, advogado da defesa de Jairinho, deve retornar ao 2º Tribunal do Júri ainda nesta semana para o julgamento da morte de Henry Borel, em março de 2021. Lopes sofreu um infarto há quatro dias, mas assinou um termo de responsabilidade para retornar, com acompanhamento médico.

A volta foi confirmada à Agência Brasil nesta quarta-feira (27) pelo advogado Rodrigo Faucz, que também representa Dr. Jairinho. O plano é que Lopes participe da sessão na quinta-feira (28). A defesa pediu adiamento, citando a saúde do advogado.

Estado de saúde e impasse

Na segunda-feira (25), a juíza Elizabeth Machado Louro foi informada de que Lopes estava com 30% da capacidade cardiorrespiratória. A discussão envolveu a possibilidade de transferência dele para outra unidade prisional e provocou debates sobre a continuidade da defesa.

Jairinho e a ex-companheira Monique Medeiros são réus pela morte de Henry Borel, menino de 4 anos, em 2021. A Polícia Civil e o Ministério Público apontam agressões contra a criança e omissão da mãe. Na época, Jairinho era vereador no Rio de Janeiro.

Situação do julgamento

O julgamento entra no terceiro dia nesta quarta-feira. A retomada ocorreu após adiamento em 23 de março, quando a defesa abandonou o júri por falta de acesso a provas. A juíza chegou a considerar nova data, mas Jairinho recuou após a potencial transferência para o presídio Bangu 1, mantendo a defesa e iniciando a sessão.

O terceiro dia de audiência tinha início previsto para 11h, com atraso em função de depoimentos que se estenderam até a madrugada. Nesta terça (26), depuseram delegados envolvidos na investigação: Edson Damasceno e Ana Carolina Medeiros. Damasceno afirmou que a versão de queda de cama seria uma “farsa ensaiada”.

Perspectivas do júri

Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas, entre acusação e defesa. O júri será decidido por sete jurados. Jairinho responde por seis crimes, incluindo homicídio qualificado, torturas e fraude processual, entre outros. Monique Medeiros responde por sete imputações, entre homicídio por omissão qualificada e omissão.

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