- Cinco anos e meio após a morte de Diego Armando Maradona, a Justiça argentina ainda não decidiu se houve responsabilidade ou se foi inevitável.
- Oito integrantes da equipe médica que o atendeu estão no banco dos réus pela suposta homicídio com dolo eventual; a defesa sustenta que o paciente tinha problemas de saúde pré-existentes.
- A sentença prevista para julho foi adiada, pelo menos, para agosto, enquanto o processo avança em um novo julgamento iniciado em abril em San Isidro.
- O primeiro julgamento foi anulado em virtude de um conflito envolvendo uma magistrada, que participava de um documentário secreto sobre o caso, gerando protestos e consequências judiciais.
- Paralelamente à briga judicial, há um processo civil em que as filhas Dalma e Gianinna, entre outros, acusam membros da própria equipe jurídica de fraudar os herdeiros nas marcas comerciais associadas a Maradona.
O julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona tenta avançar após cinco anos e meio. A Justiça argentina ainda não definiu se houve responsabilidade ou se tudo foi inevitável. O foco está nos oito profissionais de saúde que atuaram nos últimos dias do ídolo, acusados de homicídio com dolo eventual.
Entre os envolvidos, destaca-se o neurocirurgião Leopoldo Luque, principal imputado. A defesa afirma que o paciente tinha saúde fragilizada por comorbidades, incluindo uma miocardiopatia dilatada. O Ministério Público sustenta que houve conduta deficiente que colocou a vida de Maradona em risco.
O caso passou por mudanças significativas desde o início. O julgamento, inicialmente marcado para julho, foi adiado para agosto. Em abril, voltou a ocorrer no Tribunal Oral em lo Criminal N°7 de San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, com sessões às terças e quintas-feiras.
Retomada do processo e controvérsias
A nova fase do processo trouxe revelações sobre estratégias de acusação e defesa, com reiterações de depoimentos já ouvidos. O ambiente no tribunal é de cautela, diante de rumores de novas onerações probatórias e da possibilidade de novas pausas.
A anulação do primeiro julgamento, ocorrida em maio do ano passado, — após a descoberta de que uma das magistradas, Julieta Makintach, participava de um documentário secreto sobre o caso — gerou grande comoção pública. A eventual responsabilização dos envolvidos permanece incerta.
Paralelamente, o país acompanha um processo paralelo envolvendo herdeiros de Maradona. Dalma, Gianinna, Jana e Diego Junior reclamam direitos sobre marcas associadas ao jogador, em ação movida contra o advogado Matías Morla e familiares próximos. A judicialização envolve uma empresa que administrava 246 marcas com renda multimillionária.
Apesar da repercussão midiática, o julgamento segue as regras de direito, com a imprensa presente, mas sem conclusões antecipadas. O desfecho depende de provas, perícias e da avaliação do tribunal, que deve emitir uma sentença apenas a partir das próximas fases do processo.
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