- Suprema Corte dos EUA rejeitou a tentativa da Virgínia de restaurar o mapa distrital congresal, em decisão publicada sexta-feira sem dissidência.
- A ordem encerra a mais recente reviravolta na redistritatação de meio de mandato, que tem ganhado impulso após decisões judiciais recentes e mudanças legislativas em outros estados.
- A Virgínia já havia sido envolvida por uma decisão da Suprema Corte estadual, que derrubou uma emenda constitucional aprovada pelos eleitores, citando início do processo de votação antes da data de eleição.
- Os democratas locais defendiam que a lei federal permitiria que o estado ajustasse o mapa mesmo com votação já em andamento, considerando precedentes da Suprema Corte.
- Com a rejeição, as eleições deste ano ocorrerão sob os distritos estabelecidos em 2021; o governador e líderes democratas disseram que é necessário cumprir o calendário eleitoral, enquanto os republicanos elogiaram a decisão.
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a contestação dos democratas da Virgínia para restaurar um mapa congressional que ampliaria as chances do partido de ampliar sua bancada na Câmara. A decisão foi publicada sem voto divergente.
A medida faz parte de uma disputa de redistritamento ocorrida no meio do ciclo decorrido de 2020 a 2024. O embate ganhou força após a decisão recente da Suprema Corte que enfraqueceu a Lei de Direitos de Voto, ampliando a possibilidade de obtenção de cadeiras favoráveis aos Republicanos.
A controvérsia na Virgínia teve origem em uma decisão da Suprema Corte estadual, que considerou irregular a forma como a Assembleia, controlada pelos democratas, iniciou o processo de votação de uma emenda constitucional após o início do voto antecipado. A nota é de que a eleição estadual ocorrerá com as distritais vigentes desde 2021. A direção eleitoral estadual afirmou que seria necessária uma ordem judicial para reconfigurar as linhas antes das primárias de 4 de agosto.
Contexto adicional mostra que, nos últimos dias, a Justiça tem apoiado ações republicanas em Alabama e Louisiana para reconfigurar mapas que favoreçam cadeiras de orientação republicana. A Virgínia, no entanto, viu um desfecho diferente após a decisão do tribunal estadual e o parecer da Suprema Corte dos EUA, que pode influenciar a comunicação política durante o ano eleitoral.
O Partido Democrata da Virgínia divergiu sobre a possibilidade de pedir ajuda adicional ao tribunal federal. Mesmo assim, legisladores ressaltaram que o tempo está se aproximando, sem anunciar uma nova estratégia oficial. O líder do Partido Republicano do estado saudou a decisão, afirmando que a corte confirmou a leitura de seu tribunal estadual.
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